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"Trabalhei com design e com produção gráfica, mas depois que minha filha nasceu, fiquei um ano sem trabalhar. A área de produção gráfica é bem complicada para a mulher que tem filho pequeno porque o ambiente é muito masculino e o trabalho não tem muito horário. Acabei indo trabalhar numa editora de livros, um sonho antigo que foi o máximo, mas ao mesmo tempo uma experiência sofrida porque o ambiente não era muito acolhedor. Com o tempo, vi que não conseguiria ficar ausente das primeiras idas da Olivia à escola, sem poder levá-la nem buscá-la. Estava deixando muita coisa boa para trás, então decidi sair da editora, por ela e por mim. Foi uma decisão casada e que veio na hora certa.” Raquil Lange
“Sou formada em artes plásticas e designer gráfica por profissão. Sempre me encantei com crianças, mas comecei a me interessar cada vez mais pelo universo infantil após o nascimento dos meus filhos. Eram roupinhas, móveis e brinquedos cheios de cores, texturas e histórias. A idéia de montar a Parangolé veio alguns anos depois, junto com a oportunidade da parceria com a Raquil, uma amiga que sempre admirei. Tudo começou devagarinho, arrumando as festinhas dos filhos e tomando cafés na padaria do bairro. Hoje me dedico 100% ao universo infantil, tocando a empresa e cuidando mais de perto dos meus filhos.” Maria Mazzucchelli
Festa infantil com muito charme
Há pouco mais de dois anos surgiu a Parangolé. Raquil Lange e Maria Mazzucchelli eram amigas e havia muito tempo ensaiavam fazer alguma coisa juntas. A ideia inicial era vender um kit de produtos diferenciados para festa infantil. A decisão de desmembrá-lo veio depois que estava tudo pronto e com isso, o que era para ser um único produto se transformou em vários. Os copos e pratos biodegradáveis e personalizados pela dupla foram a primeira grande sacada. “Eram produtos 100% com a nossa arte”, diz Raquil.
A primeira festinha com a cara da Parangolé foi o aniversário de Flora, a caçula da Maria. O consumo consciente e a relação justa com os fornecedores – a maioria artesãos – foram duas grandes preocupações da dupla, desde o início. “Uma oficina cuida das toalhas e bandeirinhas, uma fábrica imprime os copos e pratos, uma costureira supertalentosa faz muita coisa a mão e também temos um fornecedor maravilhoso, que chamamos de “professor pardal”, que inventa embalagens lindas”, diz Raquil.
A marca incentiva o reaproveitamento dos produtos, com o objetivo de gerar menos lixo, rompendo com a ideia corrente de que nesse tipo de celebração tudo tem que ser descartável. As bandeirinhas de tecido, por exemplo, são duráveis e podem enfeitar muitas outras comemorações depois da festinha.
O logotipo da Parangolé foi criado a partir de um carimbo que Raquil sempre usava: uma galinha. Com seu talento de designer, Maria tratou de deixá-la mais moderna e divertida, com um desenho composto só de meias-luas. “Além de ser uma figura simpática, ela nos lembra cuidado, aconchego e abrigo”, explica Raquil. Nada mais apropriado para ser o símbolo dos produtos caprichados da Parangolé.
site: parangolefestas.blogspot.com
e-mail: contato@parangole.art.br
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