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7 de fevereiro de 2012

comportamento digital: qual é o seu perfil “digigráfico”?

a agência DM9 lançou esses dias o documentário “perfis digigráficos” (assista à introdução abaixo), resultado de um estudo inovador e muito interessante sobre o comportamento do novo consumidor digital.

com análises de especialistas da DM9DDB e de profissionais da Vox Pesquisas, contratada pela agência no processo de investigação do estudo, o documentário conclui que após as mudanças causadas pela tecnologia em todas as nossas esferas de relacionamento, não dá mais para classificar as pessoas somente por meio dos critérios convencionais.

segundo o estudo, os atuais perfis dos consumidores digitais são moldados por três critérios:
- quanto e como as pessoas utilizam os recursos e equipamentos de tecnologia em suas vidas;
- quais são as intenções que elas têm ao consumir os diversos recursos digitais;
- quanto os recursos digitais servem para moldar suas próprias identidades.

foram criados, assim, cinco perfis “digigráficos”, definidos pelo uso, intenção e identificação do indivíduo com as tecnologias:

IMERSOS: Tiveram parte de sua identidade definida a partir da tecnologia. Com ela, conseguiram “se encontrar”, definir melhor seus interesses e estabelecer melhores vínculos com o mundo. Suas personalidades e identidades foram definidas pela era digital, que os permitiu dar vida a mais personas.

FERRAMENTADOS: recorrem à tecnologia para agilizar as tarefas, mas não a idolatram. A tecnologia os ajuda nas tarefas cotidianas, facilitam suas vidas. Mas não dependem delas nem são definidos por elas.

FASCINADOS: querem parecer modernos e tecnológicos. Para eles, computadores, gadgets e hábitos da Era Digital são ícones da modernidade – e consumir essas novidades os ajuda a atestar que são antenados.

EMPARELHADOS: a tecnologia é fundamental para colocar em prática os projetos da vida. Eles enxergam a tecnologia como a grande companheira para fazer o dia a dia acontecer. Sem ela, a vida fica extremamente complicada. Para este grupo, as máquinas são como uma extensão do seu corpo, potencializando suas capacidades humanas.

EVOLUÍDOS: o universo das máquinas e da tecnologia é seu habitat. Esses são as crianças e os adolescentes que já nasceram adaptados e estão crescendo no mundo digital. Não conheceram o mundo pré-digital.

para as empreendedoras do mundo virtual ou para qualquer profissional que trabalhe ou interaja no meio digital (publicitários, jornalistas, gerentes de marketing, designers, redatores, vendedores etc.) vale muito a pena conhecer esta pesquisa mais a fundo e assistir ao documentário inteiro (dividido em 6 partes: introdução, resumo sobre o estudo e metodologia + 5 partes que detalham o comportamento de cada perfil ‘digigráfico’).

é um super guia para compreendermos melhor o momento em que vivemos e, fundamentalmente, para entendermos e analisarmos o nosso próprio comportamento, seja como consumidoras ou como produtoras de recursos digitais.

e aí? qual você acha que é o seu perfil “digigráfico”? responda nossa enquete lá no blog ciadasmães!



16 de junho de 2010

ciadasmães na revista pequenas empresas & grandes negócios

a pequenas empresas nos entrevistou para a matéria de capa da edição de junho sobre “como abrir uma empresa na internet”.

contamos um pouco sobre o processo de criação, planejamento e realização da ciadasmães, que ainda não é um case de sucesso, mas certamente tem muita história pra contar. já são 18 meses de trabalho neste e-commerce, um modelo de negócio completamente novo não só pra nós três (uma  jornalista, uma musicista e uma advogada), mas para todo o mundo.

se o e-commerce é novo, a ciadasmães é mais ainda porque é uma loja virtual atípica. além de vender, ela reúne uma comunidade (mães empreendedoras e consumidoras), promove uma cultura (maternidade ativa, mães mais tempo com seus filhos) e fomenta negócios (empreendedorismo materno).

se alguém quiser usar nossa experiência como inspiração, seguem abaixo algumas considerações importantes sobre “como abrir uma empresa na internet” que não ficaram muito claras na matéria da revista.

1) um site de e-commerce é como uma loja física. precisa ser bonito pra convidar o cliente a entrar e organizado pra que o cliente consiga se localizar no espaço. existem muitas empresas oferecendo sites de e-commerce, mas poucas entregam inferfaces interessantes. é sempre tudo muito, muito igual. até parece que não sabem que na internet as pessoas se orientam pelo “nível do layout” para julgar a qualidade do site. por isso, é melhor mandar ver num layout bonito e diferenciado porque com o aumento do número de lojas virtuais, a imagem de cada loja será cada vez mais fator determinante para o seu sucesso.

2) se o site é a loja, a foto do produto é a vendedora da loja, portanto precisa ser muito bacana pra conseguir seduzir o cliente. só que o mercado de fotografia ainda não está pronto para a demanda de e-commerce. os fotógrafos ainda associam fotografia de produto para e-commerce com still para publicidade e cobram muito caro. dá um trabalhão achar um fotógrafo bom e “acessível”.

3) quanto mais informações a página do produto tiver, melhor. é importante caprichar nas descrições, incluir tabelas de medidas e sugestões de uso, tudo que possa ajudar o cliente a ter uma boa interação com o produto. outra coisa legal é sugerir outros produtos que possam interessar também, isso aumenta a navegação por outras páginas da loja e estimula o consumidor a conhecer todo o “acervo” do site.

4) disponibilizar o feedback de seus consumidores para os novos clientes é uma excelente ferramenta para que novos consumidores confiem e comprem na loja. uma página com depoimentos mostra o grau de satisfação dos clientes e também indica que você está preocupado e atento à opinião de quem compra em sua loja. críticas são fundamentais para aprimorar e descobrir se há alguma falha no processo de navegação e compra. aceite-as, estude-as, melhore e conquiste mais espaço!

5) ao escolher as formas de pagamento, é importante lembrar que o mercado brasileiro na internet é ainda incipiente, com consumidores que estão se acostumando a este canal de compras. vale a pena trabalhar com sistemas de pagamento (gateways) conhecidos do público como Pagamento Digital ou Pagseguro, que aceitam todas as formas de pagamento e oferecem segurança nas duas pontas: para o consumidor, que pode impedir o pagamento se não receber o produto ou tiver que devolvê-lo, e para o empresário, que se protege contra fraudes e maus-pagadores.

6) mesmo sendo uma loja virtual, devemos observar a legislação que protege os consumidores. o e-consumidor insatisfeito pode cancelar a compra em até 7 dias da entrega do produto, sem qualquer justificativa. além disso, também será necessário atender o consumidor que errou no tamanho ou que não gostou da cor ou da estampa ao vivo. a formulação de textos institucionais claros é um meio eficiente de evitar desentendimentos com seu público.

boa sorte no seu e-empreendimento!

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