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14 de maio de 2012

ópera vem aí

Foto: Carol Sachs

Atenção empreendedoras-lojistas de moda e decoração infantil: vem aí mais uma edição do Ópera, o evento de atacado mais bacana do brasil!

A 15a edição do evento acontece de 02 e 05 de junho, em São Paulo, trazendo as coleções de verão 2013 de mais de 100 marcas brasileiras, entre elas muitas marcas de mães empreendedoras como a frappé, a banho maria, forrozinho de gala, gog basic, peixe amarelo, roupas de quintal e muitas outras que foram, são ou serão nossas parceiras.

Várias marcas de peso lançam suas coleções na feira, inclusive internacionais, como a Diesel, Lacoste, Calvin Klein e Paul Frank. O evento também tem uma revista bem bacana, que faz oficialmente um preview de tudo que está por vir! O próximo editorial da revista traz uma mistura deliciosa de muros grafitados e roupas coloridas, com um clima street e 80′s registrado pela fotógrafa Carol Sachs.

Nós estaremos por lá no dia 03/06 conferindo os desfiles e escolhendo um novo mix de moda infantil para a ciadasmães (quem anda sempre por aqui deve ter reparado que estamos quase sem nada de roupas, mas só até lançarmos o novo site).

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Com duas edições anuais, o Ópera lança moda, decoração e tendências do segmento infantil há 7 anos e recebe mais de 7 mil visitantes vindos de todo o Brasil. Este ano não será diferente! Prepare-se para bater pernas porque o evento é gigante: 6 mil m2 de feira! Nos vemos por lá?!

ANOTE:

Ópera 15a Feira Internacional de Moda e Decoração Infantil

Data: 02 a 05 de junho

Horários: Das 9h às 19h

Dia 05: das 9h às 16h

Onde: Expo Barra Funda. Rua Tagipuru, 1000, Barra Funda.



quando ser mãe vira um bom negócio

Matéria publicada na Folha de São Paulo em 13/05/2012

Roberta Martinho, com sua filha Pietra, criou um serviço noturno de babá. Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress

O equilíbrio entre a vida profissional e o papel de mãe ainda é uma busca incessante para a maioria das mulheres que decidem ter filhos. Mas há quem encontre na maternidade a chave para unir as duas coisas.

Elas são as “mompreneurs”, corruptela de “mom” (mãe) e “entrepreneur” (empresário). O termo é utilizado nos países de língua inglesa para definir o empreendedorismo feminino, que, seja por necessidade ou por oportunidade, é um fenômeno crescente em todo o mundo.

No Brasil, a maior parte dos empreendedores ainda é de homens, mas a tendência é de crescimento entre as mulheres. Segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio) de 2009, 26,3% dos empregadores no país são mulheres.

Entre os novos negócios, no entanto, a porcentagem de mulheres é quase igual à de homens. Das empresas abertas em 2011, 48,62% têm mulheres à frente, aponta uma pesquisa feita pela FGV (Fundação Getulio Vargas) em conjunto com o IBQP (Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade) para a organização internacional GEM (Global Entrepreneurship Monitor).

Não existem estudos que apontem quantas dessas mulheres são mães. Mas esse número deve ser significativo, afirma Tales Andreassi, coordenador do FGVcenn (Centro de Novos Negócios da FGV), uma vez que “o empreendedorismo permite à mulher conciliar a carreira com os cuidados com os filhos”.

“A carreira não foi preterida, apenas ganhou uma nova forma. Trabalhando em casa ou em escritórios adaptados para receber os filhos, elas simplesmente romperam com os trabalhos-padrão para desempenhar a função de mãe”, diz a consultora Michelle Prazeres, 33, do blog Empreendedorismo Materno.

“Trabalhar em casa para economizar tempo de deslocamento e ter flexibilidade de horários passou a ser uma condição básica pra mim”, diz a jornalista e consultora Daniela Buono, 38, uma das sócias-fundadoras do site Cia das Mães. “Esse é um movimento cada vez mais forte e um sinal do surgimento de um novo perfil de mãe”, acredita Buono, que se inspirou nas filhas Clara, 7, e Bebel, 4, para criar sua empresa.

Daniela Buono é uma das sócia do site Cia das Mães. Foto: Guilherme Zauith/Folhapress.

‘Mompreneurs’ conectam-se na net

Mães empreendedoras trocam experiências e lançam produtos por meio de blogs e sites.

Conectadas no mundo digital, essas mães aproveitam as ferramentas tecnológicas para desenvolver e viabilizar suas ideias. Na rede, trocam experiências com outras mulheres que pretendem ou já se tornaram “mompreneurs”. Sites e blogs oferecem informações, serviços, dicas e produtos que podem semear o empreendedorismo.

Em 2010, a Cia das Mães trouxe para o mercado esse conceito. A empresa, que começou como uma loja virtual, conta com um canal de blogs, serviços interativos, compras coletivas e realiza eventos presencias para o segmento.

“Saí em busca de alternativas e descobri mulheres na mesma situação que eu. Veio a inspiração de reunir as mães empreendedoras brasileiras e criar um site”, conta Daniela Buono, 38. Ela e as sócias (e também mães) Roberta Marcinkowski e Katia Raele administram o site.

Projeto de mãe

Uma das participantes dessa rede na Cia das Mães é a Lorota, grife de objetos lúdicos para crianças. A artista plástica Juliana Coutinho Calheiros, 29, e a designer Karen Zlochezsky compartilhavam uma vontade comum: reorganizar a vida profissional em torno do projeto de ser mãe.

“A maternidade existe em nossas vidas há sete anos e, a Lorota, há três. Nós duas tínhamos o desejo de ter uma vida profissional sem abrir mão do convívio com as crianças. Por isso, foi espontânea a ideia do projeto”, conta a artista plástica. Para se organizar, as sócias marcam encontros durante a semana. Além disso, o escritório também “acontece virtualmente”, pois grande parte da exposição da marca e da demanda acontecem pela internet.

A consultora Michelle Prazeres, 33, criadora do blog Empreendedorismo Materno, oferece serviços semelhantes. Seu espaço virtual segue o conceito da Cia das Mães. A página promove campanhas para as “mompreneurs”, além de dar dicas. “Um dos pontos das nossas campanhas é o de valorizar o trabalho dessas mulheres e oferecer orientações para quem deseja começar”, afirma Prazeres.

Figurinista criou as peças que ela compraria

“Eu sempre soube que quando engravidasse teria de mudar de vida”, conta Giuliana Foti, 35. Ela trabalhou como figurinista de audiovisual por oito anos e suas jornadas eram de cerca de 12 horas -sem contar fins de semana e feriados. “Para quem tem um emprego com horário convencional já é muito difícil, imagine para quem trabalha dessa maneira.”

Como não queria que outra pessoa cuidasse de sua filha Olívia, de dois anos, Giuliana reinventou a vida profissional. Aproveitou a “expertise” que adquiriu fazendo figurino para adultos e criou a Nonino, marca de roupas infantis.

“Além de apaixonada por esse rico universo de descobertas, que é a experiência com a minha filha, pude perceber do que eu sentia falta [como mãe]. Achei que seria legal se existissem roupas mais confortáveis, sem babados e frescuras e que não custassem os olhos da cara.”

O negócio ainda está no início e Giuliana faz quase tudo sozinha -conta com a ajuda de uma costureira e do marido para assuntos domésticos. “A mulher moderna tem de lidar com essa questão. Foi necessário colocar na balança. Em um país em que a licença-maternidade é curta [entre quatro e seis meses], eu me vi obrigada a fazer essa escolha.”

Infância ‘perdida’ inspira projetos: ideias surgem de lacunas reais, como a falta de espaço para brincadeiras antigas

Logo após o nascimento de Pietra, hoje com um ano e dois meses, a produtora cultural e socióloga Roberta Martinho, 37, sentiu falta de um lugar de confiança onde pudesse deixar sua filha por apenas algumas horas para ir a um compromisso à noite, com o marido ou os amigos.

Ela precisava de um lugar onde a Pietra pudesse brincar com outras crianças e que, além disso, respeitasse seus hábitos educativos e alimentares. “Eu estava brincando com ela quando tive a ideia. Criei a BobBabá, que oferece esse tipo de serviço.”

Sua casa é completamente adaptada para crianças. Na sala espaçosa de seu apartamento, na Vila Mariana (zona sul), ficam expostos vários tipos de brinquedos. Tudo é feito para garantir a segurança dos pequenos. “O espaço é gostoso e minha filha adora receber visitas”, diz Martinho.

Ela conta que procura conciliar a nova atividade com a profissão de produtora, que desempenha em casa, enquanto a filha está na escola. “Adoro o que faço, mas desde que Pietra nasceu, veio a vontade de desenvolver algo ligado ao universo infantil.”

O serviço especial de babysitter é oferecido de segunda à sexta-feira, a partir das 18h. “Pensei em um negócio que seja importante para outras mães e que possibilite, por exemplo, momentos a sós com seus maridos, como sair para jantar ou ir ao cinema”, completa.

Como antigamente

A artista plástica Natália Brown, 32, do Recife (PE), incomodava-se com a maneira com que sua filha Luisa, 9, estava crescendo, muito diferente do seu tempo de criança. “Eu brincava na rua, no quintal, ia a pé para escola. Hoje, moro em um condomínio onde não há outras crianças. Além disso, se ela for descer para brincar, tenho que acompanhá-la, pois não acho seguro deixá-la sozinha”, diz.

Outro fator que incomodava Brown era que Luisa poderia gastar muito tempo na frente do computador ou da TV. Foi então que decidiu, com outras amigas, criar o projeto Tardes de Quintal, que promove oficinas de arte e brincadeiras antigas, como amarelinha e pique-esconde, no quintal da Galeria MauMau, espaço de cultura alternativa na capital pernambucana.

“A maioria das crianças não tem mais acesso a um quintal para brincar de maneira saudável e lúdica”, diz Brown.

Mas nem tudo é encantado na jornada das mães empresárias. Tocar um negócio próprio é também uma espécie de maternidade e conciliar as duas, apesar de as rotinas coincidirem em alguns casos, não é simples.

“Antes de empreender com filhos por perto, é fundamental ter o apoio de pessoas próximas, porque o trabalho será sempre maior do que se imagina. Principalmente no início, quando os recursos são escassos”, afirma Daniela Buono. “A empresa será gestada, parida e alimentada como um segundo ou terceiro filho, mas não é um ser humano. É necessário medir constantemente os resultados e planejar os próximos passos. Se não conseguir, vale procurar um mentor ou consultor.”

Arquivado em: ciadasmães, mulheres empreendedoras, mães de negócios — ciadasmaes @ 15:43


30 de abril de 2012

empreendedorismo nas escolas públicas

boa notícia! ideia que poderia servir de inspiração e se espalhar para outras escolas, públicas e particulares…
(originalmente publicada no estadão pme – pequenas e médias empresas)

Sebrae e governo do estado querem levar a disciplina empreendedorismo a 50 mil estudantes

Professores da rede estadual no ensino fundamental serão treinados e poderão levar o conteúdo aos seus alunos

O governo do Estado e o Sebrae-SP pretendem levar a disciplina empreendedorismo a 50 mil alunos da rede estadual. Para viabilizar essa proposta, cerca de 2,7 mil professores realizarão o curso Jovens Empreendedores Primeiros Passos, que pretende justamente promover reflexões e debates sobre o comportamento empreendedor e planos de negócios.

O treinamento dos professores terá duração de 30 horas – sendo 25 delas presenciais – e inclui a elaboração de plano de aula para a implantação do curso aos alunos. A proposta é que o conteúdo seja transmitido aos estudantes do ensino fundamental a partir do segundo semestre deste ano.

De acordo com o Sebrae, para cada ano do ensino fundamental haverá um tema próprio adequado à faixa etária correspondente. No caso dos alunos da 6ª série, por exemplo, os professores treinados irão preparar a oficina Eco Papelaria, que debate questões relacionadas com o meio ambiente e negócios que envolvem papel reciclado e reutilização de materiais.

No caso dos alunos do último ano do ensino fundamental a proposta muda: eles trabalharão o tema Novas Ideias, Grandes Negocios. O objetivo, nesse caso, será oferer aos adolescentes a possibilidade de desenvolver e promover o próprio negócio com a criação de um produto ou serviço.

Para Bruno Caetano, diretor-superintendente do Sebrae, “os jovens precisam estar preparados para sair da escola não apenas para ser empregado das empresas, mas também para atuar no empreendedorismo”.

Os professores da rede estadual interessados podem fazer sua inscrição por meio das diretorias de ensino – a relação pode ser obtida no www.educacao.sp.gov.br.

Arquivado em: inspiração, promovendo o empreendedorismo — ciadasmaes @ 16:39


25 de abril de 2012

mulheres empreendedoras valorizam trabalho em equipe

sugestão da Sam Shiraishi via twitter, este artigo foi originalmente publicado na agência usp de notícias.

Pesquisa com pequenas empresas do setor de comércio em São Carlos (interior de São Paulo) revela que as mulheres empreendedoras valorizam o trabalho em equipe e a comunicação com seus funcionários, ouvindo suas sugestões e percebendo suas necessidades. O estudo de mestrado realizado pela administradora Cintia Salomão na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP também mostra que as empreendedoras possuem alto nível de instrução.

A pesquisa se concentrou nas empreendedoras do sexo feminino e procurou identificar os estilos de aprendizagem e liderança predominantes nas dirigentes de pequenas empresas por meio de questionários. Na parte de aprendizagem, foram adotados os estilos identificados pelo pesquisador norte-americano David Kolb: “Acomodador”, “Divergente”, “Convergente” e “Assimilador”. Em liderança, foram empregados os estilos “Transformacional”, “Transacional” e “Laissez-Faire” (“Deixar fazer”), utilizados pelo estudioso norte-americano Bernard Bass.

Os estilos de aprendizagem mais encontrados foram o “acomodador” e o “divergente”, com 39,7% cada. “Ambos se caracterizam por uma preferência pelo trabalho em equipe”, ressalta a pesquisadora. “As mulheres do estilo ‘acomodador’ gostam de executar planos e desenvolver novas experiências, utilizando o aprendizado em benefício próprio, enquanto no ‘divergente’ o ponto forte é a percepção dos valores e do significado do aprendizado, com uma grande procura por novas ideias”.

Liderança
No aspecto da liderança, todas as empreendedoras apresentaram uma pontuação maior no Estilo Transformacional. A pesquisadora aponta que este estilo é visto como um processo compartilhado que envolve as ações dos líderes em diferentes níveis da organização.
Segundo a administradora, os líderes transformacionais procuram aumentar a percepção dos seguidores por meio de valores como liberdade, justiça e igualdade, ao invés de trabalharem com sentimentos como o medo, a ganância, o ressentimento e a aversão.

Ao todo, foram aplicados 63 questionários em empresas identificadas pela parceria com o Conselho da Mulher Empreendedora (CME) da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (Acisc). A maioria (46%) atua no setor de vestuário, calçados e tecidos, seguida pela área de artigos de uso pessoal e doméstico (24%), que inclui bijuterias, acessórios, utensílios para o lar, entre outros. As empresas tinham, em média, de três a quatro funcionários.
A pesquisa mostra que 79% das dirigentes possuem curso superior. Entre estas, 19% fizeram especialização, 2% Mestrado e 2% Doutorado. O estudo teve a orientação do professor Edmundo Escrivão Filho, do Departamento de Engenharia de Produção da EESC.

Arquivado em: mulheres empreendedoras — ciadasmaes @ 2:12


5 de abril de 2012

intermediação de negócios: anúncio de venda de ativos

se você quer empreender na área de confecção, veja que oportunidade bacana!

marca de acessórios para bebês vende ativos (não há CNPJ nem registro no INPI):

- marca e domínio Locaweb
- materiais gráficos em arquivos digitais, que incluem: logomarca, cartão de visitas, 2 tipos de tags para
acompanhar os produtos
- materiais gráficos impressos: aproximadamente 1000 tags
- banner em tecido com logomarca bordada em patchwork para exposições, feiras, lojas
- moldes de todos os produtos
- contato com grupo de costureiras que desenvolveu todos os moldes, peças piloto e peças finais – qualidade impecável!
- Indicação de tecidos recomendados, pesquisas/referências de produtos similares no Brasil e no exterior;
- estoque de tecidos lisos e estampados
- mailing de clientes atacado e varejo (100 nomes)

por este pacote, a marca está pedindo R$15.000 (forma de pagamento a combinar). interessad@s devem mandar email para financeiro@ciadasmaes.com.br, mencionando “intermediação de negócios” no assunto/subject da mensagem.

Arquivado em: intermediação de negócios — ciadasmaes @ 22:35


28 de março de 2012

quantos filhos são necessários para acabar com a carreira de uma mulher?

pesquisa revela tendência (polêmica) das mães australianas com mais de um filho, principalmente advogadas… artigo originalmente publicado aqui, em agosto/11.

(livre tradução: ciadasmães)

Culpe os bebês

quantos filhos são necessários para acabar com a carreira de uma mulher?  desculpe por culpar esses pequenos queridos, mas essa é a pergunta que Anna Zhu, pesquisadora de Política Social da Universidade de New South Wales, fez em um estudo divulgado recentemente. a conclusão de Zhu foi: três filhos e sua carreira está acabada.

“O estudo descobriu que mulheres com três ou mais filhos são mais de 10% menos propensas a trabalhar do que as mães com apenas dois filhos, mesmo depois que seus filhos se tornam adolescentes”, relata Raquel Emma Silverman no The Wall Street Journal. “68 por cento de mães australianas com dois filhos trabalham, mas apenas 55 por cento das mães com três ou mais filhos estão empregadas, de acordo com a análise do Australian Bureau of Statistics Data para uma amostra de 13.000 mulheres.”

Francamente, estou surpresa por 55 por cento das mães com três ou mais filhos ainda estarem no mercado de trabalho na Austrália. (De acordo com Karen Sumberg, vice-presidente senior do Center for Work-Life Policy, a segunda criança é o “ponto de inflexão” para as mulheres nos EUA, informa o The Huffington Post.)

Meu palpite é que o número seja ainda menor em determinadas profissões como o direito, onde o ritmo é implacável. Então, qual é o ponto de inflexão para as mulheres advogadas na América – um filho e meio?

Eu não estou ciente de nenhum estudo sobre este ponto, mas pelo que vi, a maioria das advogadas parecem ficar com dois filhos – por um tempo, pelo menos. Muitas vão bufando para o escritório ou trabalham de casa por alguns anos e então desistem da profissão de advogada.

Mas aqui está o pequeno segredo sujo: nem todas desistem pelas dificuldades de fazer malabarismos entre casa e trabalho. A verdade é que algumas – talvez muitas – apenas ficam cansadas do Direito e queriam sair. E vamos encarar que – dizer que você está parando de trabalhar pelo bem das crianças e do lar é perfeitamente aceitável, até mesmo elogioso, desculpem-me.

Eu não estou condenando ninguém – homem ou mulher – por querer sair. Eu entendo totalmente. Quando eu era uma miserável associada de primeiro ano, eu teria sequestrado o primeiro bebê que visse na rua se isso fosse a minha passagem para fora da empresa.

Mas não vamos esquecer o outro lado: há também as mulheres com três ou mais crianças que de alguma forma fazem a coisa funcionar. O que as torna diferentes é que elas realmente gostam de ser advogadaa. não estou dizendo que há muitos deles, ou que têm uma vida fácil – mas elas estão definitivamente lá fora.

Então, de volta à minha pergunta original: quantos filhos são necessários para manter uma advogada longe de seu trabalho? Se ela realmente ama o que está fazendo (e tem um cônjuge que apoie e ajude), eu não acho que há um corte automático. Mas se ela odeia seu trabalho, o primeiro sinal da doença de manhã ou indigestão seria suficiente.

Arquivado em: carreira, mães de negócios — ciadasmaes @ 20:16


21 de março de 2012

o (im)possível equilíbrio entre carreira e maternidade

na coluna vida de mãe dessa semana, um relato que traz luz à discussão sobre flexibilizar o trabalho pra ser mais feliz.

* por Deborah Rosemblit, 37 anos, designer e mãe do Gabriel de 3 anos.

minha gravidez foi super planejada. decidimos engravidar em naneiro de 2008. em fevereiro eu já estava gravida. minha carreira profissional era bem estável, já trabalhava na empresa como funcionaria registrada há 8 anos. antes de engravidar, eu imaginava que meu filho iria para uma creche logo que acabasse a licença maternidade, e que cresceria na escola como tantas outras crianças. essa era a minha referência de mães que trabalham fora, inclusive da minha mãe, que é médica.

mas… depois que o Gabriel nasceu… fiquei muito envolvida com a amamentação e a necessidade mútua de estarmos próximos fisicamente um do outro, senti que nãoo conseguiria voltar ao mesmo ritmo e priorizar 100% o meu trabalho. ao mesmo tempo, não queria abrir mão da minha carreira e precisei pensar numa maneira de conciliar duas questões tão importantes, lutei muito para que encontrar uma saída.

em uma das visitas que fiz à empresa, ainda em licença, com meu bebê no colo, comecei meu discurso assim: minha vida mudou… e mudou para melhor!!! e agora preciso encontrar uma maneira de dividir meu tempo entre trabalho e maternidade…

então, eu propus trabalhar meio período na empresa e meio período em casa. trabalho com criação e muitas vezes a presença física no escritório não é necessária… dias depois, a resposta da empresa foi de que eles não teriam como mensurar a minha produtividade, que não poderiam aceitar a minha proposta, e eu fiquei de pensar em outra alternativa… semanas depois, partiu da própria empresa uma nova proposta: que eu me desligasse oficialmente como funcionária e e virasse pessoa jurídica, prestadora de serviços, com carga horária de 25 horas semanais.

financeiramente foi muito ruim, pois além de abrir mão dos meus direitos, tive meu salário reduzido pela metade, mas aceitei porque sabia que naquele momento era uma maneira possível de ficar com meu filho e garantir um emprego minimamente estável.

ficamos assim por dois anos, e a minha produtividade nesta época foi “misteriosamente” a mesma do que quando cumpria as 44 horas semanais! eu estava super motivada e disposta a dar o melhor de mim, segui com amamentação normalmente pois trabalhava das 12h30 as 17h. inclusive me disponibilizei a fazer as viagens internacionais que sempre fazia, duas por ano, de dez e quinze dias… dois anos depois, passei a trabalhar para 6 horas diárias (das 11h30 à 17h), até o Gabé completar 3 anos.

atualmente continuo como pessoa jurídica mas renegociamos minha inclusão em sistemas de metas, bonus, 13º salário… e agora trabalho das 9 as 17h.

essa situação não é nem um pouco comum na empresa e nem existe a possibilidade de ser, eu fui uma exceção… acho que ainda falta – às empresas e às mulheres – mais flexibilidade, coragem e vontade de chegar a acordos favoráveis para as duas partes, para que situações como essas sejam tratadas de forma mais natural, que casos como o meu se tornem mais corriqueiros e não sejam vistos como raridade.

eu resolvi arriscar porque confiava muito na minha capacidade de desempenhar o mesmo trabalho numa jornada reduzida… muitas vezes me senti discriminada no ambiente de trabalho, sim. hoje acho que não tanto. mas evito ao máximo comer bola, sou extremamente rigorosa com meus horários e obrigações. e o mais importante: acho que consegui, mesmo que com certa dificuldade, encontrar um equilíbrio entre ser uma mãe feliz, tranquila e realizada, e uma profissional segura e valorizada.

Arquivado em: carreira, inspiração — ciadasmaes @ 2:40


13 de março de 2012

é possível tornar meu negócio uma franquia lucrativa?

palestra gratuita!

quais os requisitos básicos para tornar seu negócio uma franquia de sucesso? o que é importante ser feito antes de pensar em se tornar uma franquia? aprenda quais os erros mais comuns que as novas redes de franquias comentem, e saia na frente!

sobre as palestrantes:

Fernanda Rosa
Advogada especializada em Propriedade Intelectual e Diretora da IPlatam, consultoria especializada no setor. Tem experiência de 15 anos no mercado, trabalhando com proteção de Marcas, Patentes, Direitos Autorais, Contratos de Franchising e Transferência de Tecnologia.

Eloísa dos Santos
Diretora Operacional do NITDA, consultora especialista em implantação de franquias focada em equipe de vendas, palestras, workshops e treinamentos. Atuou por 14 anos em rede de franquias. Graduada em Marketing pela Universidade de Santo Amaro, Ofereceu treinamentos de vendas para equipes em empresas como Onodera, Grupo Sadia e Embraer. Jurada no primeiro concurso de franquias mundial (Best Franchisee of the World 2011).

Quando: 22/03/2012
Onde: Rua Alexandre Dumas, 1901 – Edifício Paramount – Chácara Santo Antonio, São Paulo – SP
Horário: das 19h às 20h30

Vagas Limitadas! Faça sua inscrição através do link.



7 de março de 2012

empreender com confiança!

mais uma dica de workshop bacana! esta é para iniciantes ou futuras empreendedoras que estão tomando coragem para começar…

o projeto empreenda, de Raquel Marques e Debora Andrade, promove um ciclo de seis workshops para tratar de questões pessoais que podem influenciar os novos negócios:

– O que você compreende como “mundo dos negócios”?
– Como é a sua tolerância a riscos?
– Como são as integrações entre família e trabalho para você ?
– Como você lida com disciplina, organização e o tempo?
- Como é a sua exposição?
– Criatividade na busca de oportunidades e iniciativas.

os encontros acontecerão quinzenalmente, de 13/03 a 22/05, sempre às 19h30, no pto de contato, são paulo. saiba mais detalhes e como participar clicando aqui!

Arquivado em: dicas, promovendo o empreendedorismo — ciadasmaes @ 1:11


1 de março de 2012

mãos à obra, mães! volta ao trabalho com segurança e estilo

o grupo Mãos à obra, Mães! oferece um serviço muito bacana de coaching e consultoria para mulheres que estão voltando ao mercado de trabalho após a maternidade, criado e coordenado por duas mães que viveram as ansiedades, expectativas e dilemas desta fase.

o objetivo é oferecer reflexões em grupo, apoiando a busca por uma identidade visual que acompanhe a nova dinâmica pós-maternidade, combinando coaching e consultoria de imagem, para que as novas mães tenham tempo de qualidade para entender suas mudanças e então reinventar seu estilo. entre planejamento estratégico e truques coloridos, mulheres vivendo momentos parecidos trocam experiências em um ambiente acolhedor e discreto.

durante as tardes dos próximos dias 14 e 15 de março acontecerá o workshop “voltando ao trabalho com segurança e estilo” e a ciadasmães vai sortear uma vaga para leitoras que deixarem comentários neste post com seu nome e contato! o sorteio acontecerá dia 09/03, sexta-feira, foi adiado para a próxima segunda, 12/03, e nós divulgaremos o resultado aqui no blog e nas nossas redes sociais (facebook e twitter). participe e fique ligada!

RESULTADO DO SORTEIO:

A SORTUDA GANHADORA FOI… PATRICIA KOST! OBRIGADA A TODAS PELA PARTICIPAÇÃO E PARABÉNS À VENCEDORA!


os encontros acontecerão no Espaço Nascente (Rua Grajaú 599, próximo ao Metrô Sumaré), o investimento é de R$380 e as inscrições devem ser feitas por email: voltaaotrabalho@gmail.com

quem são as idealizadoras:

Anna Gallafrio, 30 anos, formada em veterinária, mas com forte vocação por pessoas. depois de virar mãe de Mattias e conhecer e viver a maternidade de forma intensa e transformadora, passou a trabalhar com Coaching para Mulheres e vem trabalhando o pensamento estratégico, auxiliando na gestão das mudanças, na chegada do bebê, na volta ao trabalho, na reorganização da vida de maneira geral.

Milena Codato, graduada em Comunicação Visual e apaixonada por comunicação, comportamento, cores, linhas e formas. há seis anos, encontrou na Consultoria de Imagem uma maneira de unir sua sensibilidade visual à possibilidade de ajudar pessoas em sua comunicação interpessoal. dentre suas clientes estão muitas mães em momento de insatisfação, crise, ou simplesmente desejo de mudança. Os relatos da falta de identificação com o próprio guarda-roupa depois da maternidade são unanimidade. com a chegada de sua filha Aurora, surgiu sua própria necessidade em adequar seu visual e a idéia de vivenciar essas questões em grupo.

Arquivado em: carreira, mães de negócios — ciadasmaes @ 2:26


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