publicidade

 
  

26 de janeiro de 2012

ciadasmães é uma das 10 melhores startups do brasil

Temos o maior orgulho de anunciar que somos finalistas do Prêmio IG Startups 2011 e estamos entre as 10 melhores startups do Brasil! Vivaaa!

Concorremos com 246 projetos empreendedores de todo o Brasil e passamos pela avaliação de um time super competente de especialistas em tecnologia e negócios ligados às instituições mais renomadas do país como Endeavor, Anjos do Brasil, Brasil Innovators, IG, Startup Farm, FGV, IG Startups, IdeasnetAtomico Ventures, OI, Bossa Nova Invest, Aceleradora, Trindade Investimentos, InnoveurCircuito Startup, Fundo Criatec e Jacard Investimentos. Conheça as outras startups classificadas aqui.

O Prêmio iG Startups 2011 é um concurso cultural que nasceu para estimular a cultura empreendedora, apoiar projetos inovadores no Brasil e divulgar os melhores produtos e serviços do momento nas áreas de web e tecnologia, com foco em plataformas, sites, blogs e conteúdo digital ou aplicativos, widgets e plugins, envolvendo ou não e-commerce e social commerce, voltado ao usuário final e que possa ser distribuído pelos canais do iG.

O projeto vencedor receberá um convite para ser parceiro do iG, com direito a pacote de benefícios que inclui consultoria nas áreas de tecnologia, SEO, interface e usabilidade, plano de negócios e campanha de publicidade. O vencedor também terá direito a um pacote de divulgação e visibilidade no iG, além de assessoria de imprensa. Os demais finalistas também serão premiados com hospedagem gratuita e publicidade no iG, além de troféu.

Você pode nos ajudar a ganhar o prêmio!

Basta participar de uma ou de todas as ações de repercussão da notícia:

- deixe um comentário de apoio aqui no post;

-  responda a enquete no final deste outro post sobre o que mais gosta na ciadasmães;

- curta nossa fanpage do facebook, curta e compartilhe o post;

- siga nossa página no twitter e retuíte os posts pedindo para espalhar.

Não existe júri popular, mas uma boa torcida pode mostrar a força da rede materna na internet e ajudar o único ligado à maternidade/filhos a vencer o concurso. assim, através deste prêmio todas as mães serão premiadas!

Com o prêmio poderemos ampliar nosso mix de produtos bacanas, serviços inéditos e conteúdos exclusivos, poderemos fechar parcerias para sermos cada vez mais um canal multiplataforma (web, mobile, tablets, tv digital, rádio, eventos etc) e conquistaremos mais espaço e valor social para as mães brasileiras.

Participe da campanha e torça pela ciadasmães nesta terça-feira, 31/01, quando será divulgado o resultado.



11 de janeiro de 2012

vale a pena fazer um curso online?

o ano acaba de começar e as mães empreendedoras já devem estar a milhão com os projetos para 2012, né?!

vai começar seu novo negócio este ano? quer dar um gás pra fazer sua empresa crescer e prosperar ainda mais? não é empreendedora mas quer dar uma turbinada na carreira?

os cursos online podem ser uma ótima opção para mães, por permitirem flexibilidade de horários e não exigirem a presença física. pontos super a favor pra quem tem um negócio, uma carreira e filhos pra cuidar, né?

mas… será que vale a pena mesmo? qualquer pessoa se adapta a esse formato de ensino? como escolher o melhor curso para seus objetivos?

assim como qualquer curso presencial, antes de fazer a matrícula em um curso online, é preciso se informar bastante: checar a reputação da instituição, procurar a opinião de quem já fez o curso, saber tudo sobre o conteúdo, o formato, a qualidade do corpo docente, as plataformas multimídias utilizadas, o suporte, a forma de atendimento aos alunos…

para alguns tipos de conteúdo, mais práticos, o formato presencial ainda é a melhor opção. mas a grande quantidade de recursos multimídia disponíveis hoje em dia permite novos jeitos de transmitir e absorver aprendizado, e podem enriquecer bastante a experiência do ensino online.

demanda mais disciplina, auto-controle, organização e concentração, mas pode ser também um exercício bem bacana de auto-conhecimento e disciplina, principalmente para novos empreendedores. é uma oportunidade de estabelecer e conhecer seu ritmo, seus limites, lidar com seus próprios prazos, ser seu próprio chefe…

a verdade é que, sendo presencial ou online, os resultados vão depender do interesse e da dedicação de cada pessoa. e, claro, da qualidade do curso.

talvez, uma boa maneira de testar se o formato online funciona pra você, seja escolhendo um curso gratuito e de menor duração. assim, se não der certo, não será um investimento ($) perdido.

ainda há uma certa resistência em relação a este formato de ensino, mas pelo andar da carruagem, é bem possível que, assim como fazer compras online era algo distante da realidade de muita gente há alguns anos e hoje é super comum, estudar pela internet também acabe se tornando natural e corriqueiro dentro de pouco tempo.

vem crescendo muito a quantidade de instituições bacanas (inclusive internacionais) que oferecem cursos online, pagos e gratuitos, dos mais diversos tipos (livres, superiores, de especialização, de pós-graduação etc.) nas mais diversas áreas…

selecionamos alguns e listamos aqui pra você se inspirar:

- o UOL acaba de lançar uma seção com mais de 450 cursos e tem promoção de lançamento dando um de graça para quem se cadastrar. algumas opções oferecidas são: fotografia, elaboração e gerenciamento de projetos, assistente administrativo, gestão de equipes, gestão e empreendedorismo, técnicas de vendas.

- a rede de livrarias e editora Saraiva, em parceria com a IESDE cursos, oferece em seu site um catálogo de cursos bem variados, em 18 áreas de interesse, que vão de letras e pedagogia a contabilidade e gestão de turismo, passando por logística e economia.

gratuitos:

- O Jurisway disponibiliza gratuitamente 857 cursos online sobre temas jurídicos e áreas de apoio, como português, inglês e desenvolvimento pessoal. mas os cursos gratuitos não oferecem certificado de conclusão.

- na FGV tem cursos online sobre Finanças Pessoais, Sustentabilidade, Direito, Gestão, Comunicação Institucional e Metodologia.

- o SENAI oferece temas transversais nas áreas de educação ambiental, empreendedorismo, legislação trabalhista, propriedade intelectual, segurança do trabalho, tecnologia da informação e comunicação.

- A UNICAMP tem cursos à distância na área de tecnologia e internet.

- o SEBRAE tem muitas opções nas áreas de empreendedorismo, varejo, gestão, educação financeira, atendimento ao cliente e qualidade. é legal começar pelo curso Apreender a Empreender.

- A Fundação Bradesco oferece cursos nas áreas de informática, TI, comunicação, educação financeira, gestão de projetos e internet.

gringos:

- a Stanford University, nos EUA, oferece cursos online bem bacanas como o Technology Entrepreneurship e o The Lean Launchpad

neste link tem um top 10 das melhores universidades internacionais que oferecem cursos livres gratuitos online. eles não valem crédito para quem está cursando faculdade, mas são uma oportunidade de assistir aulas com alguns dos melhores professores do mundo. veja algumas opções:

- da Austrália, a University of Southern Queensland fornece acesso online gratuito a diferentes cursos por meio de mais uma iniciativa OpenCourseWare. Cursos de cada uma das cinco faculdades estão disponíveis cobrindo uma ampla gama de tópicos, incluindo comunicação, ciência, planejamento de carreira, tecnologia, ensino e criação de multimídia.

- a UC Berkeley, na Califórnia, uma das melhores universidades públicas dos EUA, oferece transmissões ao vivo e “on demand” de muitos dos seus cursos desde 2001. Centenas de aulas, atuais e arquivadas, estão disponíveis como podcasts e webcasts. Os cursos abrangem assuntos como astronomia, biologia, química, programação de computadores, engenharia, psicologia, estudos jurídicos e de filosofia.

- A open university é a maior instituição acadêmica do Reino Unido e líder mundial em ensino à distância. é possível ter acesso a mais de 600 cursos livres e materiais de graduação e pós-graduação da Universidade. há uma ampla gama de tópicos, incluindo as artes, história, negócios, educação, informática e computação, matemática e estatística, ciência, saúde e tecnologia.

estes de melhorias em gestão são bem importantes para empreendedoras
já estabelecidas:

- FNQ (fundação nacional da qualidade)

e aí, animou?!



15 de dezembro de 2011

trabalhar ou não trabalhar: será mesmo a questão?

a revista crescer publicou hoje em seu site uma matéria comentando recente pesquisa da associação americana de psicologia, cujos resultados indicam que “mães que trabalham fora são mais felizes”.

quem acompanha nosso blog sabe que uma das missões da ciadasmães é estimular, questionar e pensar possibilidades de trabalho para mulheres em suas vidas profissionais pós-maternidade (e o empreendedorismo materno é uma dessas possibilidades).

falamos muito sobre a necessidade de quebrar paradigmas que envolvem o trabalho, tanto para homens, quanto para mulheres, com filhos ou não, porque os tempos mudaram, os conceitos de realização profissional e pessoal, de produtividade, e de qualidade de vida se transformaram.

sobre a pesquisa, muito bom saber que as mães que trabalham fora são mais felizes. nada mais natural já que investimos 10 ou 15 anos numa carreira antes de engravidar, certo? (salvo algumas exceções, a maioria de nós tinha uma atividade profissional ativa quando teve seu primeiro filho, não?). para nós, a questão central nesta discussão não é o trabalho fora em si, que é ótimo, mas a longa jornada de trabalho fora de casa, que acaba atrapalhando (e muito) a maternagem.

se a mulher é funcionária não tem flexibilidade de horários para maternar e trabalhar ao mesmo tempo. ela é engolida durante 8 ou 10 horas no trabalho, quando não 12 horas, é muita coisa!  falta licença maternidade, falta flexibilidade de horários, faltam opções como home-office e part-time-jobs.

o que parece mais complicado nessa pesquisa é que ela colabora para formar um modelo ideal de mãe: “você é mãe e quer ser feliz? então trabalhe fora!”. como se as únicas opções fossem trabalhar fora ou ficar em casa cuidando dos filhos, da casa, do marido. as mães empreendedoras estão tentando novos formatos, mas podem existir muitos outros. precisamos refletir, debater, buscar novos caminhos e possibilidades para todos.

conselho pras recém-mães, sempre meio perdidas no admirável mundo novo da maternidade: ao invés de se jogarem direto no modelón “mãe-10-horas-fora + bebê-bem-cuidado-por-alguém-que-não-é-a-mãe”, aproveite o momento de total mudança para testar novas possibilidades no trabalho também: novos horários, novos locais, novos formatos, novas atividades. só teremos melhores condições de trabalho para as mães se testarmos novos modelos e levarmos propostas concretas ao mercado. cabe a nós conseguir mais espaço para trabalhar e maternar igualmente, aumentando (e muito, novamente) a nossa felicidade!

você tentou ou está tentando um novo modelo “trabalho x maternidade”? conte pra gente!

Arquivado em: carreira — ciadasmaes @ 19:56


16 de novembro de 2011

anúncio: mais uma marca à venda!

há cinco anos no mercado, produzindo e vendendo roupas casuais para meninas de 02 a 10 anos, seus produtos são desenvolvidos exclusivamente em malha com tecidos delicados e de alta qualidade. o grande diferencial da marca é a aplicação de detalhes artesanais em suas peças, muitas delas customizadas uma a uma, dando um toque de sofisticação e romantismo, mas mantendo o conforto e a liberdade para brincar e ser criança. o Público-Alvo são Meninas de 02 a 10 anos; Classe AB.

Venda completa da empresa, incluindo:

•Site (layout e código fonte)

•Registro de dois domínios na internet

•Logo (principal e suas variações de estilo e cores)

•Marca registrada INPI (registro oficial liberado em Dezembro 2010)

•Empresa (CNPJ)

•Brindes (mouse pad com o logo da marca)

•Tags

•Estoque (saldo verão)

•Modelagens (3 últimas coleções)

•Crédito no mercado

•Mailling atacado (prospects e clientes ativos)

•Indicação de Fornecedores de tecido, estamparia, bordado, modelistas, Oficinas de Costura, Assessoria de Imprensa…

Valor: R$35.000,00

a marca também estuda propostas para venda parcial, como modelagens e estoque.

interessad@s devem mandar email para financeiro@ciadasmaes, mencionando “intermediação de negócios” no assunto/subject da mensagem.

Arquivado em: intermediação de negócios — ciadasmaes @ 17:52


7 de novembro de 2011

mais uma venda intermediada pela ciadasmães!

dessa vez foi a barriga de pano – marca que fez parte do catálogo da ciadasmães e que agora se despede com uma super liquidação imperdível, (corre lá na loja pra ver)!

foi uma venda “a jato”: menos de um mês após o anúncio, o negócio já estava fechado!

a compradora da marca, Deise Pires Hala é mãe da Manuela, de 5 meses. Formada em Ciências dos Alimentos, abriu mão do emprego de Gerente de Contas em uma empresa de Biotecnologia para se tornar empreendedora. ela conta pra gente como tudo aconteceu:

“A oportunidade de empreender surgiu quando, faltando cerca de um mês e meio para voltar a trabalhar, não pude mais contar com a única pessoa em quem confiava para cuidar da minha filha. Sem saber o que fazer, pensei em desistir do trabalho, mas sofria com a idéia de ficar em casa sem poder me dedicar a um trabalho que me proporcionasse prazer e satisfação pessoal.

Cheguei a pensar em ter uma empresa e produzir wrap sling e outros acessórios para bebê. Meu cunhado trouxe um wrap sling dos EUA, comecei a usar com a Manuela desde que ela era recém-nascida, nós duas adoramos e eu pretendo usá-lo por muito tempo ainda. Mas o fato de começar do zero me assustava um pouco e eu pensava que isso seria um projeto a longo prazo.

Quando vi o anúncio de venda da marca de slings na Cia das Mães não acreditei! senti como se aquilo fosse um sinal para largar tudo mesmo e investir em algo com que pudesse trabalhar em casa, acompanhando de perto cada etapa do crescimento da minha filha. Fui logo escrevendo um e-mail, interessada e tirando muitas dúvidas.

Quando fui informada de qual era a marca e o site, foi paixão à primeira vista! Parecia que já tinha visto aquilo em algum lugar, pois me identifiquei muito com o trabalho da Barriga de Pano. Liguei na hora para contar para meu marido, pois precisava compartilhar da minha alegria com alguém.

Desde então, foram muitos e-mails trocados com a Elisa (idealizadora e primeira proprietária da Barriga de Pano) que, sempre muito atenciosa, tem me ajudado muito com informações e dicas para que eu possa começar este mais novo e prazeroso desafio em minha vida: o de ser uma mãe empreendedora.”

desejamos sorte e sucesso para a Deise, para a Elisa e para a Barriga de Pano!

Arquivado em: intermediação de negócios — ciadasmaes @ 19:08


mães & trabalho

a revista crescer fez uma pesquisa super completa que resultou num especial publicado na edição desse mês da revista (inclusive na versão online), que vem recheada de conteúdos muito bacanas sobre maternidade e vida profissional.

sim, tudo aquilo que a gente taaanto fala, tanto pensa, tanto discute aqui… mas sempre há mais e mais o que falar, o que pensar, o que discutir…

porque, afinal, estamos só no começo de uma longa estrada rumo a mudanças efetivas nas condições trabalhistas, na cultura corporativa, na quebra de muitos paradigmas, para que um dia homens e mulheres tenham, de fato, direitos iguais, tanto na vida profissional quanto na vida doméstica e familiar (o que inclui o cuidar, a criação e a educação dos filhos).

selecionamos uma das matérias deste especial para publicarmos aqui:

Por um trabalho mais feminino

Feitos para os homens, os ambientes empresariais e as leis trabalhistas são pontos de mudanças fundamentais para que as mães que trabalham fora tenham uma rotina mais equilibrada

(por Cíntia Marcucci)

Um dia a dia mais flexível é o que você mais quer. Afinal, com tudo o que há de tecnologia, qual o problema em fazer parte do seu trabalho de casa, mais perto das crianças? Para 63% das mães que participaram da pesquisa da CRESCER, um esquema em que pudessem passar meio período no escritório e a outra metade em casa seria ideal. Outras 20% queriam uma tarde ou dia livre por semana e 29% disseram que o que mais gostariam seria um horário mais flexível. Claro que nem todas as profissões permitem isso, mas mesmo para as que são possíveis ainda é muito difícil conseguir mudanças.

Os entraves são muitos e vão desde uma realidade empresarial que ainda não se adaptou às mulheres até leis trabalhistas rígidas. “O mundo corporativo, seus horários e regras, foi criado e moldado para o homem. O home office, ou um horário diferente se o seu filho entra mais tarde na escola, pode render um bom tanto de horas úteis para a relação mãe e filho”, diz a psicóloga e empresária Cecília Russo Troiano, autora de Vida de Equilibrista (Ed. Cultrix) e estudiosa das relações da mulher com seus diversos papéis.

Mesmo com as regras ainda rígidas, 30% das mães disseram que costumam levar trabalho para casa e para 48% delas isso toma entre uma e duas horas de seu dia. Já 68% abririam mão de salário para ter um dia inteiro em casa, mais tempo de licença-maternidade ou trabalhar apenas meio período.

Para conseguirem isso, esbarram na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), conjunto de normas que rege o emprego formal no Brasil. Criada em 1943, tem como objetivo proteger o trabalhador de possíveis abusos dos patrões. Mas, de lá para cá, bastante coisa mudou, como a entrada da mulher no mercado de trabalho e os avanços da tecnologia. Foram feitas adaptações ao longo desses quase 70 anos, mas a discussão sobre a flexibilização, que permitiria uma negociação mais livre entre empresas e empregados, é polêmica. “As relações de trabalho são um diálogo permanente, mas é preciso haver uma base de garantias, já que a relação de forças é desigual e o trabalhador é o lado mais fraco”, diz o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, em entrevista à CRESCER.

Licença para cuidar

Outro ponto em discussão é a ampliação da licença-maternidade obrigatória dos quatro meses atuais para seis. Atualmente, os seis meses são direito das servidoras públicas e opcional para companhias privadas, que podem aderir ao Programa Empresa Cidadã e depois descontar os valores gastos nos dois meses extras do Imposto de Renda.

A Receita Federal, que coordena o programa, não tem números da adesão, mas as empresas que já oferecem os seis meses dizem que os benefícios são grandes. “Os custos são irrisórios e as mulheres ficam mais satisfeitas e produtivas”, diz Marcelo Cardoso, vice-presidente de desenvolvimento organizacional e sustentabilidade da Natura. Para o Grupo Pão de Açúcar, a visão é parecida e o retorno é de “uma colaboradora mais tranquila, dedicada, empenhada e feliz.”

Mas, além de mais tempo, as mulheres gostariam de ter mais poder de decisão sobre esse período, 46% preferem que uma nova lei traga mais flexibilidade, por exemplo, tirar os quatro meses integrais e mais dois trabalhando meio período.

A ideia não é inviável. Em 2010, os valores investidos em salário-maternidade ultrapassaram R$ 1 bilhão, de acordo com dados da Previdência Social. Esse valor foi destinado a quase 1,2 milhão de mulheres, o que corresponde a 6,28% da força de trabalho feminina em empregos formais no país. Em entrevista à CRESCER, o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, e o secretário de políticas de previdência social, Leonardo Polim, explicaram que, caso a licença de seis meses se torne obrigatória (uma proposta tramita no Congresso Nacional), seria possível arcar com os valores. “Pelos números de 2010, não causaria um rombo no Estado, é possível, sim”, disse Polim.

Um outro ponto de relevância nas entrevistas foi a possibilidade de divisão desse benefício com os pais, a chamada licença-parental. “Como a lei dá meses para a mulher e dias contados para o homem, é como se a lei dissesse que a responsabilidade de criar filhos é das mulheres. O benefício é inquestionável, mas cada família se organiza de um jeito”, diz Cecília Troiano.

A licença-parental, nos moldes de países como a Noruega e a Suécia, onde pai e mãe dividem o tempo com o filho, também tem uma logística possível de acordo com o Ministério da Previdência.

Claro que isso não significaria a imediata divisão de tarefas por igual. “Não se muda comportamento por lei. Eu me lembro quando foi feita a licença-paternidade, em 1988. Um empresário brasileiro disse que a fábrica dele ia fechar. Aí, uma pesquisa mostrou que isso incidia 0,02% na folha de pagamento”, diz a senadora Marta Suplicy, três filhos e cinco netos. “A reação é violentíssima quando você quer mudar um status.”

Ainda há muito o que fazer e, quando a sociedade se organiza e pressiona por mudanças, elas geralmente ocorrem mais rápido. A CRESCER convida você a continuar essa discussão no nosso site para, quem sabe, acelerar essa transformação.

6 perguntas para Gleisi Hoffmann

A chefe da Casa Civil é casada e mãe de João Augusto, 10 anos, e de Gabriela Sofia, 6, adotada aos 5 meses. Ela recebeu Crescer em Brasília, um pouco depois do combinado: precisou sair do Palácio do Planalto para buscar os filhos na escola de última hora. Sim, acontece até com as ministras!

Há uma discussão grande hoje sobre a flexibilização da CLT. Qual é a visão do governo sobre isso?

Não há uma visão definida. É polêmico, mas é real que, para a mulher, como reprodutora da vida, cuidadora do bebê no início e também por culturalmente assumir mais a casa, há de ter uma mudança. Seja pela legislação ou pelos costumes. As pessoas reconhecem que a produtividade feminina é muito grande, até maior que a dos homens. Ou seja, se ela tem respon-sabilidade, produtividade, dupla jornada, por que não ter direito a uma legislação flexibilizada?

Sobre licença-maternidade, além dos dois meses a mais, as mães gostariam de poder dividir horário de trabalho.

Eu particularmente apoio. Acho os seis meses importantes e nós precisamos nos preocupar como as pequenas empresas poderiam dar esse benefício sem perecer.

Em outros países existe a licença-parental, em que o pai e a mãe dividem o tempo. O pai tem cinco dias só…

É muito pouco, né? E o livre-arbítrio para decidir como dividir a licença é importante.

Há uma expectativa grande sobre políticas públicas para o público feminino agora que as mulheres estão no poder. O que já está sendo feito?

Não é simples, não é o fato de ter mulher no governo que vai facilitar. A gente é pego aqui na máquina do dia a dia e tem de dar conta… E nos olham com mais cautela para saber se vamos dar conta mesmo. Agora, uma grande política pública voltada para a criança e para a mulher é a de universalizar o acesso à creche. Isso é fundamental (a meta são 6,4 mil creches até 2014). E a gente enfrenta muita dificuldade de municípios que não querem, pois acham que depois fica difícil manter a creche.

Fale um pouco sobre a Gleisi mãe. É você quem os leva para a escola, não?

Agora não mais. Venho muito cedo para cá, eles vão de van. Procuro dar muita atenção nos finais de semana. Quando eu tenho um tempo, eu dedico a eles. Vou ao cinema, mas para assistir a filmes de criança. Eu não saio sem eles, não estou lendo nenhum livro para mim, pois é uma dedicação com foco neles.

Você acha que seu marido (o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo) e os homens em geral fazem o mesmo?

Não, de jeito nenhum… (risos). Ele lê tudo o que precisa, vê todos os filmes que quer e não tem nenhum peso na consciência.

lembramos de um post especial publicado aqui no blog um tempo atrás, que sempre vale a pena ser relido para ajudar nessas reflexões: maternidade no currículo.

Arquivado em: carreira — ciadasmaes @ 17:57


18 de outubro de 2011

slings: um mercado que não para de crescer

babywearing – o evento, a associação

entre os dias 10 e 16 de outubro, aconteceu mais uma semana internacional do babywearing, evento que mobiliza mundialmente usuárias e produtoras de carregadores de bebê, no intuito de divulgar e difundir o uso e os benefícios do sling.

aqui no brasil, o evento acontece desde 2009, e o balanço tem sido muito positivo para o segmento. muitas pessoas que não conseguiam usar ou que não conheciam o sling acabam experimentando e gostando muito, o que ajuda a popularizar o uso, no boca-a-boca, na troca de experiências… esse ano, entre as atividades programadas, aconteceram doações de slings para mães carentes, o que, mesmo sendo algo não comercial, acaba ajudando quem vende porque estimula o uso de uma maneira consciente. além de ser uma experiência super especial e gratificante para quem participa.

desde 2009 também existe a babywearing brasil – BWB, associação que reúne algumas das principais fabricantes brasileiras de slings e que é responsável pela organização da semana do sling no brasil.

a bwb nasceu a partir da relativa popularização do uso do sling na última década. muita gente começou a usar e muita gente começou a produzir. algumas fabricantes – incluindo a Marilia Mercer, da slinguru, uma das fundadoras e atual responsável pela BWB (babywearing brasil) – começaram a sentir falta de uma organização que incentivasse o uso e informasse a população, principalmente sobre a segurança (porque com muita gente usando e produzindo, os riscos de haver produtos mal feitos começaram a aumentar também).

a associação ainda não é formalizada mas já tem atividades importantes. além de promover eventos como a semana do sling e as já famosas slingadas, também procura fornecedores confiáveis para as fabricantes e fornece informações e orientações sobre a segurança para os consumidores.

as fabricantes associadas, até o momento, são 23. mas segundo a marilia, é super difícil mensurar a quantidade de fabricantes de slings no Brasil – são muitos! muitas artesãs produzem slings e sequer sabem da existência da BWB (quem sabe esse post ajude mais fabricantes a saber e a se associar, né?).

(foto: facebook maternar consciente)

o segmento, o mercado

assim como é difícil mensurar o número de fabricantes, também é bem difícil ter uma noção dos valores movimentados por esse mercado. mas é certo que já é grande, e é crescente.

a fabricação de slings é considerada um segmento em expansão e uma tendência no mercado “materno”, impulsionada também pelo movimento da maternidade ativa e pelo attachment parenting, que valorizam o contato físico intenso dos pais com o bebê.

bebês nascem a todo instante e o público consumidor é bem grande. porém, como qualquer outra atividade, lógico que deve ser um negócio bem pensado e executado, e sem expectativas de altos lucros – “posso dizer que ninguém aqui no Brasil fica rico vendendo sling”, brinca marilia mercer.

assim como outros negócios “maternos”, a maioria das produtoras são mães empreendedoras, que viram no sling a possibilidade de trabalhar em casa junto aos filhos e ao mesmo tempo propagar o uso de algo que foi muito importante para ajudar a cuidar de seus bebês. são histórias muito parecidas de novas empresárias, cuja maioria se vê satisfeita no caminho escolhido.

grande parte dos slings no Brasil é vendida pela internet, talvez por ser esse hoje o meio mais comum de comunicação sobre maternidade e cuidados com bebês. na rede é possível encontrar muita informação bacana sobre babywearing, textos explicativos, dicas, vídeos que mostram as maneiras de usar…

e cada produtora vai procurando explorar o mercado na sua própria região, o que é muito bom! foi acontecendo um movimento natural de fabricantes/vendedoras que são também consultoras, que promovem encontros, workshops, bate-papos, em que demonstram na prática as diferentes formas de uso dos diferentes tipos de carregadores de bebê, tiram dúvidas, ajudam… e as mães, claro, querem mesmo comprar com quem ensina a usar!

cuidados especiais – pra quem vende e pra quem compra

para vender em lojas físicas, é muito importante que os vendedores tenham um ótimo treinamento para ensinar a usar o sling corretamente!

algumas dicas importantes pra quem quer começar a produzir slings:

não queira economizar com materiais! Argolas, por exemplo, não se encontram em qualquer esquina. elas devem ser arredondadas e não achatadas, sem emendas ou rebarbas, feitas em alumínio, nylon ou inox.
o tecido deve ser firme, de preferência de algodão e que esteja de acordo com o clima da sua cidade. as costuras devem ser reforçadas e inteiriças. além de colocar a vida de bebês em risco, fabricar slings “meia-boca” prejudica muito a própria cultura do babywearing. se a pessoa compra um sling ruim, além de não usar mais, ela vai sair falando mal, e Esse é o maior prejuízo, para todos os fabricantes. é fundamental aprender a usar para ensinar e vender de forma segura para outras mães.

e para os consumidores, antes de comprar:

preste atenção nos tecidos, nas argolas, nas costuras e também escolha o produto que mais combina com você. há muitas opções no mercado, não precisa usar algo que você não confia ou não gosta. é muito importante que o produto venha com instruções de como usar e com o contato do fabricante.

segurança em primeiro lugar

o blog sling seguro, editado e atualizado regularmente pela marilia mercer, é uma ótima fonte pra quem quer se informar direitinho antes de entrar nesse mercado – seja como produtora ou como consumidora.

a ciadasmães apoia e incentiva o babywearing!

aqui na nossa virtual, os slings sempre estiveram em lugar de destaque, justamente porque incentivamos e acreditamos nos benefícios de carregar o bebê junto ao corpo, com carregadores de pano, e fazemos questão de selecionar marcas bacanas, que priorizam a qualidade na produção das peças.

já viu a nossa página especial sobre carregadores de bebê? é parada obrigatória antes de escolher o seu sling! passe lá e conheça os benefícios do babywearing para você e seu bebê, além de conhecer diversos tipos e modelos de carregadores e assistir vídeos explicativos sobre o uso de cada um deles!

(* com a colaboração de marilia mercer e ritta costa.)

Arquivado em: ciadasmães, mães de negócios, negócios — ciadasmaes @ 3:35


16 de outubro de 2011

o lugar da mulher empreendedora nos negócios atuais

Onde é que eu me encaixo?

A escolha da área onde se vai investir, dizem os especialistas, tem menos relação com o sexo e mais com o senso de oportunidade do empreendedor (fator que orienta cerca de 60% dos novos negócios no Brasil, segundo pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor).

Levantamento do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP) conclui que, em 33% dos casos, as mulheres preferem atividades ligadas ao comércio varejista; 20% investem em alimentação; e 12% apostam na indústria de transformação.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o setor de serviços é o maior gerador de empregos formais do país – é também, segundo Amisha Miller, gerente de pesquisa da Endeavor, a área em que as mulheres mais inovam e onde têm maior potencial de crescimento. Maurício Galhardo, da Praxis Education, consultoria especializada em varejo, franquia, indústria e educação corporativa, não acredita, no entanto, que haja alguma orientação ou restrição sexista quanto à empreendedora investir em qualquer direção. “Basta olharmos ao redor para vermos mulheres donas de oficinas mecânicas, borracharias e transportadoras.” Fernando Serra, da HSM Educação, concorda. “Ela pode atuar em atividades tipicamente masculinas. Pode abrir uma escola de futebol feminino, com a jogadora Marta ensinando.”

Se alguém está sofrendo restrição em algumas áreas, na opinião de Galhardo, são os homens. “Alguns segmentos de beleza não os aceitam à frente do negócio por acharem que eles não conhecem muito bem o universo feminino.”

Empresas ligadas à beleza e à estética, diz Serra, têm proliferado em larga escala. “Esses negócios costumam ser mais bem explorados por mulheres. A moda também é uma área promissora para elas, e isso inclui roupas para crianças”, acredita.

A vice-presidente da Associação Brasileira de Franchising, Cristina Franco, concorda: saúde/beleza, que ela agrupa num só setor, é um dos segmentos que mais crescem – a seguir, ela relaciona alimentação, vestuário, acessórios e calçados. Otimista, Cristina estima que a área de franquias crescerá 15% este ano, três vezes mais que o PIB. “Não é difícil uma mulher ser empreendedora. Basta que ela faça uma análise profunda de onde quer investir e escolha um negócio com o qual se identifique”, avalia.

Um bom empreendedor, homem ou mulher, acha a oportunidade onde ela estiver. Essa é a tese de Samy Dana, professor de finanças na Fundação Getúlio Vargas de São Paulo. “Antes de abrir qualquer negócio, porém, é necessário fazer pesquisa de mercado”, ensina. Principalmente no caso de franquias estrangeiras. Segundo o professor, corre-se o risco de importar tecnologia a um alto preço e depois não obter o retorno que viabilize a continuidade do negócio.

Outro ponto favorável às mulheres: pesquisa recente do Instituto Endeavor mostra que elas têm mais cautela na hora de empreender. A mulher prefere se arriscar em um setor que já conhece, seja por formação acadêmica, seja por experiência profissional. Enquanto os homens se concentram em áreas mais tradicionais (como a indústria, por exemplo) e preferem inovar na criação de produtos – há bem mais registros de patentes feitos por empresas “masculinas” –, as mulheres inovam no processo produtivo (como a implementação de novas técnicas de marketing e de recursos humanos). Por serem mais sutis, esses avanços têm mais dificuldade em obter financiamento. “É preciso que as instituições de fomento aprendam a lidar com o jeito diferente de fazer negócios das mulheres”, diz a pesquisadora Amisha Miller.

fonte: revista pegn – out/2011

Arquivado em: mulheres empreendedoras, mães de negócios, negócios — ciadasmaes @ 20:26


13 de outubro de 2011

mercado cultural para público infantil passa por bom momento no brasil

Músicos consagrados gravando discos infantis, recorde de lançamentos de livros para esse público, festival de cinema especializado, revista direcionada a pais contemporâneos, modernização de personagens clássicos e até mesmo o retorno em grande estilo dos palhaços à moda antiga: cabe tudo no efervescente mercado cultural voltado às crianças no Brasil. A explicação para o fenômeno é a boa fase econômica do país. Muitas famílias estão tendo alguma sobra no orçamento para gastos que em tempos bicudos são considerados supérfluos. Sorte dos pequenos consumidores – e dos artistas que decidiram apostar no nicho.

Uma das estrelas do momento nesse mercado é a banda Pato Fu com seu disco e show “Música de Brinquedo”, em que canções para lá de conhecidas – de “Primavera”, célebre na voz de Tim Maia, a “Live and Let Die”, de Paul McCartney – são executadas com instrumentos de brinquedo ou em miniatura. O álbum recebeu disco de ouro ao completar 50 mil cópias vendidas, resultado que pode ser considerado um grande sucesso no mercado atual, ainda mais considerando-se que foi lançado por selo próprio. Desde a estreia do show, em agosto do ano passado, já foram quase 40 apresentações em teatros de todo o Brasil. O disco rendeu também o DVD “Música de Brinquedo – Ao Vivo”.

A ideia do disco surgiu ainda em 1996, quando a vocalista Fernanda Takai e o marido, o guitarrista e produtor John Ulhoa, compraram um CD da Turma do Snoopy cantando Beatles com arranjos de brinquedo. Só depois que a carreira se consolidou e a filha nasceu, contudo, o casal considerou que era o momento certo de realizar o projeto. Em 2010, o grupo selecionou as músicas que gostaria de ver no disco e deu um jeito de executá-las com os instrumentos infantis.

“Não foi fácil refazer os arranjos com brinquedos desafinados e que não dispunham de todas as notas. Mas acabamos usando essa imperfeição como um trunfo para criar empatia”, diz Fernanda. “Muita gente acabou com o coração derretido de alguma forma, seja pelas lembranças musicais afetivas ou pela oportunidade de ouvir e apresentar a seus filhos esse repertório”, acrescenta.

Ao enveredar pelo mercado infantil, o Pato Fu seguiu uma fórmula de sucesso que havia sido testada por Adriana Calcanhotto ao criar uma persona específica para o mercado infantil, Adriana Partimpim – 275 mil CDs e 400 mil DVDs vendidos -, e pela dupla Arnaldo Antunes e Edgard Scandurra, cuja turnê do CD “Pequeno Cidadão” vai completar dois anos.

Esses nomes conhecidos do grande público se juntam, assim, a especialistas no metiér, como a Palavra Cantada. A dupla composta por Sandra Peres e Paulo Tatit é reconhecida por produzir uma música ao mesmo tempo instrutiva e lúdica, com um milhão de CDs vendidos em 17 anos de carreira. Tatit assina também a trilha sonora da série de animação “Peixonauta”, com 52 episódios de 11 minutos cada um, voltada a crianças entre 3 e 7 anos, um sucesso de audiência no canal a cabo Discovery Kids.

O Pato Fu fez o show de encerramento da 10a Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, que aconteceu entre 23 de junho e 10 de julho – nos anos anteriores o espetáculo ficou por conta justamente de Arnaldo Antunes e da Palavra Cantada. Na edição deste ano, foram selecionados 77 curtas de todo o país – 50 animações, 24 ficções e três documentários. “O grande objetivo do festival é traduzir a multiplicidade cultural do Brasil”, diz a diretora geral, Luiza Lins.

Decano do mercado infantil, Maurício de Sousa não quer ficar para trás em termos tecnológicos. Cinco décadas depois de criar seus primeiros personagens, Bidu e Franjinha, ele acaba de se associar com o estúdio Digital 21 para criar a Maurício de Sousa Digital Productions. Uma das contratações é o ex-presidente da Disney no Brasil, Marcos Rosset, que já se lançou ao primeiro projeto: um longa-metragem protagonizado pelo dinossauro Horácio. A parceria tem também o objetivo de criar curtas de animação para TV e cinema, além de livros digitais, games e aplicativos para celular.

O mercado editorial também está entusiasmado com o crescimento do segmento infantojuvenil, que no ano passado colocou cerca de 60 milhões de exemplares no mercado -montante equivalente a 15% da produção nacional, ficando atrás apenas dos didáticos e religiosos. “Os preços dos livros caíram e a qualidade dos lançamentos no país melhorou muito nos últimos anos”, analisa a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Karine Pensa.

Karine sabe bem do que está falando, pois é proprietária de uma editora de livros infantis, a Girassol, e tem dois filhos, de 4 e 8 anos. O número anual de lançamentos da editora desde a fundação, em 2000, passou de 12 coleções para 180 coleções com quatro livros cada um. “Há um número crescente de autores no Brasil vivendo exclusivamente da literatura infantil. Até pouco tempo era uma raridade encontrar um”, diz Karine.

As bancas de revistas também ganharam projetos bem sucedidos voltados ao universo infantil. Um exemplo é a N Magazine, revista voltada a pais “antenados”, que completou um ano. A ideia foi trazida da Espanha pelo jornalista Eduardo Burckhardt, que participou do lançamento da versão espanhola do projeto enquanto estagiava no jornal “El País”, em 2008. O desenho da edição brasileira é feito na Espanha, mas cerca de 80% do conteúdo – fortemente baseado em design, decoração e moda – é nacional.

Mesmo quando as reportagens tratam de celebridades, há algum gancho específico e diferenciado. O cantor e apresentador João Gordo falou sobre como a paternidade o fez mudar o estilo de vida e a atriz Ingrid Guimarães relatou suas dificuldades com amamentação. Com tiragem de 20.000 exemplares, a revista está chegando a bancas selecionadas das principais capitais e tem assinantes em todo o país. “No começo imaginamos que o público seriam os pais na faixa dos 30 anos que vivem nos grandes centros, mas ficamos surpresos com uma diversidade bem maior”, diz Burckhardt.

Por mais que as alternativas culturais para as crianças estejam se tornando em muitos aspectos mais sofisticadas, o grande sucesso dos últimos anos, ao menos no que diz respeito a resultados financeiros, não tem nada de inovador: é a dupla de palhaços Patati-Patatá.

O empresário paulistano Rinaldo Hélder Faria, conhecido pelo codinome Rinaldi desde os tempos de mágico juvenil, montou uma equipe de 40 duplas que incorporavam os personagens ao visitar escolas de todo o país. As duplas faziam quatro apresentações diárias e entregavam às crianças CDs e DVDs que eram levados para casa sem compromisso – quem quisesse ficar com os produtos podia pagar no dia seguinte. Muitos pais atendiam ao pedido das crianças, o que transformou a dupla em uma grande vendedora de discos, de acordo com Rinaldi: 1 milhão e meio de exemplares. De olho nesse sucesso, a Som Livre decidiu contratar a dupla, que até então usava gravadora própria. O resultado foi a venda de 320 mil cópias em 2010, maior sucesso do selo no ano.

Muitos dos recrutados para atuar nas duplas trabalhavam como recreadores, mas outros não tinham experiência anterior no mundo artístico. “Eu os treinei pessoalmente sobre o que deviam fazer e não podiam fazer com as crianças”, conta o empresário. Os dois atores que interpretam os palhaços no programa do SBT – que aumentou a audiência média do horário em 71% no primeiro mês – estão na equipe há seis anos, mas suas identidades são mantidas em segredo por força de contrato. “O que importa é a fantasia em torno dos personagens, e não quem os interpreta”, diz Rinaldi.

Hoje, a Rinaldi Produções tem 240 funcionários e um estúdio próprio, com 1.500 metros quadrados de área construída no bairro paulistano da Vila Prudente. Nos últimos meses, a empresa fechou 33 contratos de licenciamento, que resultaram no lançamento de 270 produtos, incluindo brinquedos, roupas, sapatos e alimentos. O empresário, que diante de tudo isso anda sorrindo tanto quanto os próprios Patati e Patatá, só fecha a cara quando ouve críticas sobre a necessidade de direcionar as crianças a produtos mais “intelectuais”. “O mundo das crianças é de fantasia e ingenuidade, e nada representa melhor isso do que o universo dos palhaços. Tirar isso delas significa antecipar o fim da melhor fase da vida, que é a infância”, diz.

Fonte: Valor Online – 26/09/2011

Arquivado em: negócios — Tags:, , , — ciadasmaes @ 19:03


30 de setembro de 2011

intermediação de negócios: mais uma oportunidade para empreendedoras!

marca de slings e fraldas de pano está à venda e a ciadasmães está intermediando esta negociação

desde 2008 produzindo acessórios modernos para bebês, tendo como principais artigos slings e fraldas de pano modernas (tendências crescentes no mercado materno), a marca está presente fisicamente em diversas lojas de quase todas as regiões brasileiras e possui loja virtual completa que atende a todas as regiões do país e do mundo.

o que a marca oferece

* pedido de registro deferido junto ao inpi, expedição do certificado de registro pago e primeiro decênio pago até 2021.

* domínio Próprio – custo do domínio: R$30 anual / custo do data center: R$53,70 trimestral / manutenção do Site/Loja: pode ser feito pelo próprio empresário / suporte a contratar)

* visual da loja virtual desenvolvido por agência de publicidade, apresentação detalhada dos produtos e uma navegação simples e intuitiva.

* cadastro de Clientes

* contato dos fornecedores

* um piloto de cada peça, moldes e especificações de todas as peças (slings, fraldas, absorventes etc.)

* laudo técnico do laboratório de engenharia da UFRS sobre testes de resistência feitos com os slings de argola

* Arte para embalagens e/ou divulgação

* 1 máquina industrial para costura reta Singer com iluminação em LED (220v)

* mais de 2.500 etiquetas adesivas de tamanho

* mais de 2.500 etiquetas de tamanho para peças

* mais de 1.800 etiquetas bordadas em alta definição

* mais de 2.300 cartões de identificação com foto para sling

* mais de 100 metros de flanela branca

* 30 embalagens em papelão reciclado para envio de peças pelo correios

* mais de 90 etiquetas “retrô” em serigrafia

* 1 caixa com retalhos para fraldas patchwork

* mais de 200 metros de elástico para fralda

* mais de 15 cones de linha em cores diversas

* mais de 100 pedaços de TNT cortados e serigrafados para embalagem pequena

* mais de 30 metros de tricoline 100% algodão

quem se interessar deve entrar em contato pelo email: financeiro@ciadasmaes.com.br colocando no assunto/subject: “intermediação de negócios”

Arquivado em: intermediação de negócios — ciadasmaes @ 15:27


Posts mais antigos »