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16 de março de 2011

intuição de mãe não falha: as peripécias de maga patalógica

Bianca Lanu, do blog Parto no Brasil, divide com a gente as angústias de uma situação que toda mãe já passou ou alguma hora vai passar – filhos doentinhos… a conclusão dessa história nos lembra o quanto é importante seguirmos nossa intuição de mãe.

A prosa de hoje é de mãe para mãe!

Faz alguns dias que pretendo escrever este post, mas com outras prioridades ele foi ficando para depois, vocês bem devem saber como é!

Rudá vem de duas semanas dodói! Primeiro foi uma infecção na glande do seu pênis, em seguida, na outra semana, culminando no fim de semana, três dias consecutivos de febre, atingindo mais de 39 graus!

E o coração de mãe sofre…

Pois bem, nossa escolha aqui em casa é sempre privilegiar o tratamento natural, seja ele baseado na Fitoterapia, Aromaterapia ou Florais de Bach. Cheguei a falar desse tema outrora por aqui, no post “Sobre o uso de florais”! E, desta vez não poderia ser diferente!

Certa manhã ele acordou com o pipi inchado e com uma espécie de secreção. Um amigo estava em casa e ainda brinquei com ele: “Rapha, você que tem pipi também dá uma olhada nisso!”. Ele logo complementou que só entendia de um pipi, rs, o seu!

Antes de ir ao pronto socorro fiquei observando. Nada de febre, se alimentando normalmente. Tentei ver a sua reação ao urinar. Certo incômodo! “Ué”, pensava, será alguma infecção urinária? Bora para o hospital. A dinda nos levou…

Tenho pavor de hospital (não é por acaso que decidi parir a cria em casa, rs!). Como sempre aquele atendimento nada holístico: a médica, que era clínica geral, olhou seu pipi e logo rascunhou a receita para um antibiótico, além de uma pomada tópica. “Mas, porque ele está com isso, o que deve ser?”, perguntei. “Não sei, mas como está inflamado tem que usar o antibiótico por sete dias”.

Afff…

Saí de lá emputecida! Como assim, nenhum pedido de exame, nada?

Relutei e não comprei o antibiótico!

Cheguei em casa e dei início ao tratamento da Maga Patalógica, como sou chamada carinhosamente pela minha cumadre nessas horas, rs.

Banho de assento com ervas antibactericidas e algumas gotas de óleo essencial de Tea Tree (Melaleuca), chá de Camomila com algumas gotas de Própolis, um poderoso antibiótico natural produzido pelas abelhas, mas, atenção, segundo a jornalista e escritora Sonia Hirsh, no livro Mamãe, eu quero, editora do blog Deixa Sair, deve-se ter cuidado ao administrar seu uso, pois é uma resina muito forte usada na colmeia para mumificar outros insetos, e existem poucos estudos sobre suas reações em nosso organismo.

Além disso, escrevi na lista virtual Parto Nosso e no Facebook, para ver com outras mamães se já tinham passado por isso. E não é que a Dra. Ana Paula Caldas, também adepta da humanização da assistência ao parto e nascimento conversou comigo e me passou algumas orientações, dizendo, ainda, o que possivelmente deveria ser. Além dela, duas queridas amigas, uma aromaterapeuta e outra parteira tradicional também me escreveram com novas receitas fitoterápicas, olhem só que maravilha:

“Ingerir 3 gotinhas de óleo de Copaíba diluído em um chazinho de Erva-doce, dois dedos de chá. Repita a cada 8 horas por 3 dias . Localmente lave com sabão amarelo depois coloque Aloe-vera e observe se não provoca reação alérgica no local. Consiga casca de Emburana de cheiro e coloque em uma jarra de água fria três cascas de mais ou menos 10 cm da Emburana, deixe repousar por duas horas e comece dar para ele beber como água, não tem sabor ele pode tomar sem dificuldade.”

Para finalizar esse relato, não foi preciso usar o “tal” antibiótico! Ufa!

Alívio!

Nesta empreitada encontrei alguns blogs e um site sobre o tema, confiram:

Blog do Tio Thiago

Neste link ele fala especificamente do uso de antibióticos nas crianças

Blog Pediatria Brasil

Site Pediatria Radical

Kalu Brum, do Mamíferas também já tratou desse assunto no post “Sobre doenças e curas”

E, nestes dois links do blog Parto no Brasil vocês podem saber ainda mais sobre a febre e a saúde do bebê:

A saúde do bebê

Está com febre? Que bom!

Enfim, quando somos mães, ou melhor, nos tornamos, é preciso ouvir e confiar nesta sagrada intuição feminina-materna e buscar informações que nos levem a outros caminhos, possibilidades, escolhas. Com o parto é a mesma história, porque se nos basearmos no convencional corremos o sério e grande risco de sair da maternidade com muitas cicatrizes… no corpo… na alma…

Sim, existem alternativas! Depende de nós! Depende de vocês buscá-las!

A cria hoje vai muito bem, obrigada, e acaba de acordar, rs! Até mais!


Filed under: — ciadasmaes @ 0:33

2 Comentários »

  1. Afinal de contas, o que ele tinha? Vc o tratou alternativamente sem saber o que era? Sem base cientifica, como vc pode administrar ao certo a dose de propolis sem saber se está fazendo mal ao seu filho? vc não acha que o que possivelmente poderia ser, como sua amiga disse, é muito diferente do que realmente é? Não estou questionando se seus métodos são certos ou errados, mas para que nos tornemos confiantes em algo é necessário muito esclarecimento. Também não defendo o uso desenfreado de medicamentos e muito menos a maneira como somos tratados em hospitais, clinicas e etc. Gostaria apenas de saber como vc explica e lida com estas questões.
    Abraços,
    Caroline.

    Comentário by Carol — 23 de março de 2011 @ 0:21

  2. Olá Caroline,
    Vamos lá!
    Primeiramente lhe digo q sou estudiosa de métodos alternativos, especialmente ligados a Fitoterapia e Aromaterapia, tendo realizado uma pesquisa c/ comunidades tradicionais sobre o uso de plantas medicinais e publicado a obra O Uso de Plantas Medicinais por Comunidades Tradicionais Caiçaras de Cananéia, c/ apoio da Sec. de Cultura de São Paulo, pelo Programa de Ação Cultural (ProAC), além de integrar o coletivo executor do Proj. Plante seu Alimento, Faça seu Remédio, apoiado pela Ass. Rede Cananéia, c/ financiamento da Petrobras.
    Rudá apresentou uma inflamação na glande/prepúcio do pênis, pois a sua pele era nessa época bem grudadinha. Não teve febre, mas o pipi ficou inchado, c/ secreção. Moro numa ilha do litoral sul carente de acesso médico. Fomos ao único Pronto-Socorro do município e nem a médica Clínica Geral q nos atendeu nos deu um parecer, mesmo assim, quis q usássemos o antibiótico.
    Não usamos! Recorri às listas e a Dra. Ana Paula Caldas, pediatra e adepta da humanização do parto conversou comigo e me deu algumas orientações q, seguidas, caso não evoluísse, poderiam resolver.
    Não tratei intuitivamente meu filho às cegas. Às cegas seria se confiasse apenas no saber médico.
    Uso própolis em determinadas ocasiões. Três gotas bastam, p/ seu pedo/idade. Tb fizemos banhos de assento e usei um antibiótico tópico em pomada, junto c/ óleo essencial de Tea-tree, excelente antifúngico e antibactericida.
    Em poucos dias Rudá estava ótimo, sem ter sua imunidade atacada!
    E, sim, confio pois busco cotidianamente mais esclarecimentos, em literaturas, prosa c/ rezadeiras/erveiros, listas, sites/blogs, ou seja, uma busca eterna, pois sempre temos algo/muito p/ aprender!

    Comentário by Bianca Lanu — 24 de março de 2011 @ 17:30

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