publicidade

 
  

15 de maio de 2012

ciadasmães na babybum!

um ano passou voando e a feira infantil mais bacana da cidade voltou! de 17 a 20 de maio acontece em são paulo a 14ª edição da babybum, que reunirá mais de 100 expositores, com o que há de mais legal em produtos autorais, novos e criativos voltados ao mundo infantil. há também um mega espaço com atividades gratuitas dedicadas às crianças e uma área de alimentação com bistrô delícia!

claro que a ciadasmães não fica de fora deste evento, né? estaremos lá esperando a sua visita no nosso estande (4B, pertinho dos caixas), que terá 10 marcas com muuuita coisa bacana para mães, bebês e crianças!

dessas 10 marcas, 6 já estão no nosso catálogo:

alegria sem bateria: brinquedos educativos super criativos, com um toque retrô! destaque pro lançamento de um kit de brincadeiras juninas, super legal!

bebechila: mochilas incríveis para mães/pais e filhos! vários modelos, cores e estampas. para a feira, a marca promete o lançamento de uma mala foférrima para maternidade!

coisário: fantasias, kits de faz-de-conta, brinquedos, acessórios… tudo artesanal e muito original! também já pensando nas festas juninas, o destaque da coisário são as fantasias maria bonita e lampião, com inspiração no cangaço!

fubá: tendo como base a modelagem tradicional japonesa, a marca produz bodies-kimono, casaquetos infantis e kimonos para adultos, com tecidos e estampas super modernas e exclusivas! o casaqueto gimbê de tecido soft é ideal pras crianças ficarem bem quentinhas neste inverno!

sampa sling: slings de argola, pouchs, wraps, fast wraps, mei-tais, porta-fraldas, trocadores portáteis, babadores… vale a pena conhecer de perto todos os produtos da sampa sling!

santo sako/santo trapo: duas marcas em uma! slings maravilhosos e roupinhas fofas para bebês, feitas com reaproveitamento de tecidos e muita criatividade!

e também teremos novidades e novas parcerias:

- anjo de pano: já presente na nossa loja com o totseat (cadeirão portátil que faz o maior sucesso entre nossas clientes!), a marca traz mais exclusividades: capas de amamentação, almofadinhas de ervas aromáticas para cólicas e o super destaque gyrobowl - que após a feira entram de vez para o nosso catálogo!

- babytown: modelos exclusivos, tecidos diferenciados, estampas modernas… roupinhas maravilhosas para bebês e crianças, que você vai poder comprar na babybum e – em breve – aqui no nosso site também!

-  little miya: com inspiração urbana e oriental, e modelitos lúdicos que divertem pais e filhos, a marca liquida toda sua coleção com exclusividade no nosso estande – super queima de peças incríveis a preços simplesmente imperdíveis!

- trekinho: tiaras, presilhas, elásticos, lacinhos… acessórios artesanais muito fofos para os cabelos das meninas! depois do término da feira também estarão à venda na nossa loja virtual!

montamos um álbum de fotos especial da babybum na nossa página do facebook, com algumas imagens pra você conhecer mais sobre as marcas e produtos que estarão conosco lá na feira, confira!

estaremos esperando sua visita, apareça! ; )


Filed under: ciadasmães,eventos — ciadasmaes @ 3:50

9 de maio de 2012

“antes de ser mãe eu jurava que nunca…” (blogagem coletiva da revista crescer)

no último dia 12 de abril participamos de um encontro de blogueiros pela revista crescer. muitos assuntos foram levantados no bate-papo que girou em torno do universo da blogosfera materna (e paterna). no final da conversa, uma questão foi levantada pelas editoras da revista, como proposta de uma blogagem coletiva: antes de ser mãe, o que você jurava que nunca faria?

(da esquerda pra direita: Gisela da Crescer, Dani Buono da ciadasmães, Leticia Volponi do pelos cotovelos e cotovelinhos, Glau Nunes do coisa de mãe, Carol Passuello do vinhos viagens uma vida em comum e… dois bebês, Anne Rammi do super duper, Renato Kaufman do diário grávido, Roberta Lippi do projetinho de vida, Jorge Freire do nerd pai, Priscilla Perlatti do mãe de duas e Sam Shiraishi do a vida como a vida quer - ufa! que tchurma! ah, esta foto “roubada” da Anne, do blog SuperDuper que, aliás, escreveu um post super legal para esta blogagem.)

bom, daí vamos tentar responder esta questão em um post e convidamos todo mundo a refletir com a gente e responder também…

perguntamos às 3 mães e mulheres da nossa equipe o que elas juravam que nunca antes da maternidade:

Dani Buono:
“antes de ser mãe eu jurava que nunca dependeria financeiramente de marido, mas trabalhar em casa passou a ser condição básica nos primeiros anos de vida das minhas filhas. o projeto do site da ciadasmães nasceu assim e para colocá-lo em prática precisei muito do apoio do meu marido, inclusive financeiro. ele é 100% meu parceiro e apoia minhas iniciativas mas rola um certo desconforto porque estávamos acostumados a viver com a receita dos dois e agora tivemos que puxar o freio e economizar. é um desafio constante bancar essa escolha…”

Katia Raele:
“Antes de ser mãe, eu jurava que colocaria sempre a minha carreira em primeiro lugar, sem sequer pestanejar. Que nem ficaria 1 mês sem trabalhar e que ao final de 3 ou 4, minha filha estaria entregue na mão de uma excelente babá. Aceitar o apoio do meu marido e topar ficar para cuidar das crianças de perto durante a primeira infância foi a decisão mais difícil e cara que já tomei. Eu jurava que não faria isso antes de parir a minha primeira filha.”

Helô Vianna:
“minha primeira gravidez não foi planejada, a maternidade veio no susto, não tive tempo pra jurar nada, rs… a única coisa que me lembro de jurar era que filho meu nunca usaria chupeta! alguns meses depois, acabei dando a chupeta, que nos acompanhou durante 3 anos. olhando pra trás, lamento por não ter sido capaz de bancar uma convicção que eu tinha e continuo tendo, mas compreendo que foi uma solução possível para a mãe que eu era naquele momento. agora, grávida de novo, juro de novo que não vou dar chupeta pro meu segundo bebê. veremos…”

a maternidade, além de todas as definições possíveis, é também um exercício constante de nos virar do avesso, revirar nossas convicções, questionar nossas escolhas… ao mesmo tempo em que nos faz mais flexíveis e adaptáveis a novas situações, também acende e fortalece nossos próprios valores, que muitas vezes são novos e bem diferentes dos que tínhamos antes de nos tornarmos mães.

é legal ter convicções, buscar conhecimento pra bancá-las e defendê-las, refletir e fazer escolhas conscientemente. e é bom também perceber que às vezes podemos e precisamos deixar certezas de lado, nos reinventar, rever conceitos e preconceitos, buscar e criar nossa própria maneira de lidar com os tantos desafios e surpresas da maternidade conforme eles vão se apresentando…

e você? quantas vezes já se reinventou desde que virou mãe?

aproveitamos pra desejar um feliz dia das mães pra todas as nossas leitoras, clientes, amigas, lembrando que sempre é dia das mães na ciadasmães! ; )


Filed under: ciadasmães,reflexões — ciadasmaes @ 1:53

desmame natural

artigo sobre amamentação e desmame, escrito por Elsa Regina Justo Giugliani – pediatra, professora da Faculdade de Medicina da UFRGS, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SBP, Especialista em Aleitamento Materno pelo IBLCE (International Board of Lactation Consultant Examiners) - publicado originalmente no site da SBP – sociedade brasileira de pediatria.

 

(foto: Mothering Touch)

O homem é o único mamífero em que o desmame (aqui definido como a cessação do aleitamento materno) não é primariamente determinado por fatores genéticos e instinto, sendo fortemente influenciado por fatores socioculturais. Hoje, ao contrário do que ocorreu por pelo menos dois milhões de anos, ao longo da evolução da espécie humana, a mulher opta (ou não) pela amamentação e, influenciada por múltiplos fatores, decide por quanto tempo vai (ou pode) amamentar. Muitas vezes, as preferências culturais (não amamentação, introdução precoce de outros alimentos na dieta da criança, amamentação de curta duração) entram em conflito com a expectativa da espécie. Algumas conseqüências dessa divergência já puderam ser observadas, como desnutrição e alta mortalidade infantis, sobretudo em áreas menos desenvolvidas. Porém, as conseqüências a longo prazo ainda não são totalmente conhecidas, já que transformações genéticas não ocorrem com a rapidez com que podem ocorrer mudanças de hábitos. Começam a ser mostradas evidências de que o não amamentar segundo as expectativas da espécie pode ter repercussões negativas ao longo da vida dos indivíduos. Assim, a não amamentação ou amamentação sub-ótima pode favorecer o aparecimento de doenças alérgicas, diversas doenças do sistema imunológico, alguns tipos de cânceres, obesidade, diabete e doenças cardiovasculares, além de interferir negativamente no desenvolvimento oro-facial. Provavelmente, com o aparecimento de novas pesquisas nessa área, outros males serão relacionados com os hábitos “modernos” de alimentação infantil, mas alguns aspectos dificilmente podem ser quantificados, especialmente os relacionados com a psique humana.

Atualmente, em especial nas sociedades ocidentais, a amamentação é vista primordialmente como uma forma de alimentar a criança, sob o controle total dos adultos. Assim, perdeu-se a percepção da amamentação como um processo mais amplo, complexo, envolvendo intimamente duas pessoas e com repercussão na saúde física e no desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, além de repercussões para a saúde física e psíquica da mãe. Hoje, em muitas culturas “modernas”, a amamentação prolongada (cujo conceito varia de acordo com a “convenção” da época e do local) freqüentemente é vista como um distúrbio inter-relacional entre mãe e bebê. Perdeu-se a noção de que o desmame não é um evento e sim um processo, que faz parte da evolução da mulher como mãe e do desenvolvimento da criança, assim como sentar, andar, correr, falar. Nesta lógica, assim como nenhuma criança começa a andar antes de estar pronta, nenhuma criança deveria ser desmamada antes de atingir a maturidade para tal. Em harmonia com esta linha de pensamento, Dr. William Sears, um antigo pediatra, recomendava “Não limite a duração da amamentação a um período pré-determinado. Siga os sinais do bebê. A vida é uma série de desmames, do útero, do seio, de casa para a escola, da escola para o trabalho. Quando uma criança é forçada a entrar em um estágio antes de estar pronta, corre o risco de afetar o seu desenvolvimento emocional”. Essas palavras sábias podem ter pouco respaldo em sociedades individualistas, que tendem a acelerar o processo de independização do ser humano, substituindo o seio por métodos de auto-consolo como chupetas, paninhos, mantinhas, ursinhos, etc.

Segundo diversas teorias, o período natural de amamentação para a espécie humana seria de 2,5 a sete anos. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde recomenda aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses. Apesar dessa recomendação, muito poucas mulheres no Brasil amamentam por mais de dois anos. As razões para a não amamentação prolongada variam desde dificuldade em conciliar a amamentação com outras atividades, até crença de que aleitamento materno além do primeiro ano é danoso para a criança sob o ponto de vista psicológico. Uma parcela de mães, apesar de demonstrar desejo em continuar a amamentação, sente-se pressionada a desmamar por profissionais de saúde, seus maridos, parentes, vizinhos e amigos. Pois, para a manutenção do paradigma que sustenta a afirmação de que amamentação prolongada não é natural, foi necessário criar vários mitos tais como o de que uma criança jamais desmama por si própria, que a amamentação prolongada é um sinal de problema sexual ou necessidade materna e não da criança e que a criança que mama fica muito dependente. Algumas mães, de fato, desmamam para promover a independência da criança. No entanto, é importante lembrar que o desmame provavelmente não vai mudar a personalidade da criança. Além disso, o desmame forçado pode gerar insegurança na criança, o que dificulta o processo de independização.

O desmame pode ser agrupado em quatro categorias básicas: abrupto, planejado ou gradual, parcial e natural. Sob a ótica de que o desmame é um processo de desenvolvimento da criança, parece razoável afirmar que o ideal seria que ele ocorresse naturalmente, na medida em que a criança vai adquirindo competências para tal. No desmame natural a criança se auto-desmama, o que pode ocorrer em diferentes idades, em média entre dois e quatro anos e raramente antes de um ano. Costuma ser gradual, mas às vezes pode ser súbito, como por exemplo em uma nova gravidez da mãe (a criança pode estranhar o gosto do leite, que se altera, e o volume, que diminui). A mãe também participa ativamente no processo, sugerindo passos quando a criança estiver pronta para aceitá-los e impondo limites adequados à idade. O Quadro 1 apresenta os sinais indicativos de que criança pode estar pronta para iniciar o desmame:

Quadro 1. Sinais sugestivos de que a criança está madura para o desmame

• Idade maior que um ano

• Menos interesse nas mamadas

• Aceita variedade de outros alimentos

• É segura na sua relação com a mãe

• Aceita outras formas de consolo

• Aceita não ser amamentada em certas ocasiões e locais

• Às vezes dorme sem mamar no peito

• Mostra pouca ansiedade quando encorajada a não amamentar

• Às vezes prefere brincar ou fazer outra atividade com a mãe ao invés de mamar

É importante que a mãe não confunda o auto-desmame natural com a chamada “greve de amamentação” do bebê. Esta ocorre principalmente em crianças menores de um ano, é de início súbito e inesperado, a criança parece insatisfeita e em geral é possível identificar uma causa: doença, dentição, diminuição do volume ou sabor do leite, estresse e excesso de mamadeira ou chupeta. Essa condição usualmente não dura mais que 2-4 dias.

Algumas vantagens do desmame natural encontram-se no Quadro 2:

Quadro 2. Vantagens do desmame natural

• Transição tranqüila, menos estressante para a mãe e a criança

• Preenche as necessidades da criança até elas estarem maduras para o desmame

• Fortalece a relação mãe-filho

• Ajuda a mãe a ser menos ansiosa com relação aos estágios de desenvolvimento de seu filho

O desmame abrupto é desencorajado, pois se a criança não está pronta, ela pode se sentir rejeitada pela mãe, gerando insegurança e muitas vezes rebeldia. Na mãe, o desmame abrupto pode precipitar ingurgitamento mamário, bloqueio de ducto lactífero e mastite, além de tristeza ou depressão, por luto pela perda da amamentação ou por mudanças hormonais.

Muitas vezes a mulher se depara com a situação de querer ou ter que desmamar antes de a criança estar pronta. Nesses casos, o profissional de saúde, em especial o pediatra, deve respeitar o desejo da mãe e ajudá-la nesse processo. O quadro 3 apresenta os fatores que facilitam o encorajamento do bebê para o desmame.

Quadro 3. Encorajando o bebê a desmamar: facilitadores

• Mãe segura de que quer (ou deve) desmamar

• Entendimento da mãe de que o processo pode ser lento e demandar energia, tanto maior quanto menos pronta estiver a criança

• Flexibilidade, pois o curso é imprevisível

• Paciência (dar tempo à criança) e compreensão

• Suporte e atenção adicionais à criança – mãe não deve se afastar neste período

• Ausência de outras mudanças ocorrendo: Ex.: controle dos esfincteres

• Sempre que possível, desmame gradual, retirando uma mamada do dia a cada 1-2 semanas.

A técnica utilizada para fazer a criança desmamar varia de acordo com a idade da mesma. Se a criança for maior, o desmame pode ser planejado com ela. Pode-se propor uma data, oferecer uma recompensa e até mesmo uma festa. A mãe pode começar não oferecendo o seio, mas também não recusando. Pode também encurtar as mamadas e adiá-las. Mamadas podem ser suprimidas distraindo a criança com brincadeiras, chamando amiguinhos, entretendo a criança com algo que lhe prenda a atenção. A participação do pai no processo, sempre que possível, é importante. A mãe pode também evitar certas atitudes que estimulam a criança a mamar, por exemplo, não sentar na poltrona em que costuma amamentar.

Algumas vezes, o desmame forçado gera tanta ansiedade na mãe e no bebê, que é preferível adiar um pouco mais o processo, se possível. A mãe pode, também, optar por restringir as mamadas a certos horários e locais.

As mulheres devem estar preparadas para as mudanças físicas e emocionais que o desmame pode desencadear, tais como: mudança de tamanho das mamas, mudança de peso e sentimentos diversos tais como alívio, paz, tristeza, depressão, culpa e arrependimento.

Já se avançou muito na valorização do aleitamento materno nos últimos tempos. A recomendação da duração da amamentação passou de 10 meses na década de 30 para dois anos ou mais nos dias de hoje. Atualmente, fala-se em desmame natural como a forma ideal de desmame, sem especificar uma idade mínima ou máxima para que esse processo ocorra. Apesar desse avanço ainda estamos longe de encararmos o desmame como um marco do desenvolvimento da criança. Para chegarmos a este estágio, faz-se necessário entender e enfrentar as circunstâncias que, segundo Souza e Almeida, “ultrapassam a natureza e desafiam a cultura e a sociedade”.


Filed under: amamentação,cuidados com bebês,reflexões,saúde — ciadasmaes @ 1:32

2 de maio de 2012

o choro do bebê em diversas culturas

este artigo foi extraído do capítulo “crying across cultures” do livro “Our Babies, Ourselves”, de Meredith F. Small, traduzido por Flávia Mandic e publicado originalmente na página do grupo de apoio soluções para noites sem choro no facebook.

“Há extensa evidência científica de que o estilo ocidental de cuidar do bebê repetidamente e, provavelmente de forma perigosa, provoca uma violação no sistema adaptativo chamado CHORO que evoluiu para ajudar os bebês a comunicarem-se com os adultos. Nos Estados Unidos, por exemplo, as pessoas estão acostumadas a crianças chorando em público. É aceito e até esperado que bebês em algum ponto da vida vão chorar por longos períodos. Como resultado, muitos adultos em transportes públicos passam longe de pais com crianças pequenas, para ficarem distantes antes de a choradeira começar. A situação é dramaticamente diferente em outras partes do mundo.

(foto:  Kit4na)

Até para um visitante esporádico, torna-se evidente que bebês fora da cultura ocidental raramente choram. Eu nunca vi um bebê na África ou em Bali chorando, durante as minhas muitas viagens a esses lugares. E esta observação é confirmada por pesquisas de pediatria relacionada à antropologia.

Num estudo comparando o total de choro entre bebês americanos, holandeses e da tribo !Kung San, Ronald Barr descobriu que os bebês nas 3 culturas choram com igual freqüência – ou seja, começam a choramingar o mesmo número de vezes por dia. Todos os bebês, independentemente da cultura, também produzem uma curva similar de choro (pico por volta dos 2 meses). Mas há uma dramática diferença na duração do choro nas diversas culturas. Bebês ocidentais berram por muito mais tempo em cada episódio de choro e o total de tempo gasto chorando a cada dia é maior tanto na Holanda quanto nos USA.
O pediatra Barry Brazelton descobriu que bebês da cultura Maya no México estão freqüentemente acordados mas calmos e não verificou períodos de choro intenso.

Num estudo com 160 bebês coreanos, um outro pesquisador descobriu que nenhum bebê foi classificado como tendo cólica, não houve pico de choro aos 2 meses de vida e aparentemente não houve choro excessivo no final da tarde. A amostra é intrigante porque os coreanos têm o mesmo nível sócio-econômico de outras nações desenvolvidas.

Bebês coreanos de 1 mês de vida passam somente 2 horas por dia, ou 8,3% do seu tempo, sozinhos. Em contraste, bebês americanos passam 67,5% do seu tempo sozinhos. Além disso, bebês coreanos são carregados no colo quase duas vezes mais diariamente que os bebês americanos. E as mães coreanas sempre respondem imediatamente ao choro do bebê, enquanto mães americanas são tipicamente ignoram o choro do bebê por grande parte do tempo.

Em outro estudo, Bell e Ainsworth descobriram que mães americanas deliberadamente não respondem a 46% dos episódios de choro dos bebês durante os primeiros 3 meses de vida. Deduz-se que o estilo de cuidar dos coreanos leva o mérito pelo menor tempo de choro e a inexistência de cólica.

Os estudos mostram que, embora o choro por si só seja universal entre os bebês, a forma em que o choro se manisfesta não é inato, mas facilmente influenciado pelo meio.
A noção de que todos os bebês choram muito de noite é falsa. A crença de que cólica é o final de um volume normal de choro, que é algo inevitável, também é errônea. O choro é altamente influenciado pelo ambiente imediatamente em volta do bebê.

Por mais que seja difícil explicar a uma mãe americana insone e exausta, que está passando mais uma noite em claro embalando seu filho, o estilo de cuidar ocidental parece ser a raiz do desconforto do bebê. E a solução não está simplesmente na forma de embalar ou de alimentar a criança. Nem significa que uma mãe é melhor que a outra.

Novas pesquisas mostram que os bebês ocidentais tipicamente choram por mais tempo e até desenvolvem “cólica”, porque o estilo de cuidar que é culturalmente aceito é contraditório com a biologia infantil. Quando um bebê chora inconsolavelmente por horas, quando seu corpinho se arqueia em frustração, quando seus punhos dão socos no ar de raiva, vemos o exemplo mais claro de contradição entre biologia e cultura. O bebê está respondendo a um ambiente que foi culturalmente alterado e para o qual ele não está biologicamente adaptado.

O bebê é biologicamente adaptado a demandar um apego físico constante e um cuidado para o qual o bebê humano evoluiu milhões de anos atrás. Mas em algumas culturas, como nos países industrializados da Europa e da América do Norte, pais optam por uma relação mais independente com seus bebês. Eles decidem colocar os bebês em berços e em bebês-conforto ao invés de carregá-los consigo o tempo todo, alimentá-los em intervalos pré-determinados ao invés de sob demanda e responder mais lentamente aos seus sinais de desconforto. Embora esse estilo traga alguma liberdade aos pais, também traz um custo: um bebê chorão que não está biologicamente adaptado à modificação cultural.”


Filed under: cuidados com bebês,reflexões,saúde — ciadasmaes @ 19:22

coaching parental

já ouviu falar deste serviço? saiba mais sobre ele e sobre o workshop para o qual a ciadasmães vai sortear uma vaga entre as leitoras que comentarem neste post deixando nome e email!

Só aprendemos a ser pai e mãe na prática. Assim, cada um tem que encontrar sua própria fonte de recursos – inclusive emocionais – quando as dúvidas surgem.

Cada lar enfrenta dificuldades e soluções diárias, o que torna ainda mais particular o dia a dia familiar.

E é por isso que podemos buscar apoio no Coaching Parental, porque o que é estressante na minha casa, acontece de maneira tranquila na casa do meu vizinho” afirma a coach Anna Gallafrio, que criou o Workshop de Coaching para famílias em parceria com a psicóloga Mirella Duarte, que diz: “Somos mães e sabemos do desafio que é ter uma família real e feliz. Temos padrões de comportamento que às vezes nos levam a um agir condicionado, diminuindo as chances de MUDAR alguma coisa”.

O evento dividido em módulos pretende abranger temas importantes como os valores da família, as birras, limites e gestão de tempo.

Para quem deseja transformar-se no pai e na mãe que desejam ser, para quem quer mais harmonia na família e menos conflitos, elas convidam:

Workshop de Coaching Parental
1° módulo dia 19/ MAIO- sábado, das 14-19h na Granja Viana
Investimento: R$200 pai+mãe ou R$150 individual
Inscrições e informações sobre o local, por email: coachingparentalsp@gmail.com


Filed under: eventos,promoções — ciadasmaes @ 18:48

25 de abril de 2012

temos muito a aprender e a ensinar sobre alimentação saudável, urgente!

vídeo-palestra de jamie oliver (originalmente postada no TED em fevereiro/2010) e artigo de rosely saião (publicado originalmente em 24/04/12 no caderno equilíbrio, da folha de são paulo) falam sobre educação alimentar.

vale a pena conferir e refletir!

Rosely Sayão – Lancheiras amorosas, por favor

Qual educação alimentar temos praticado? A educação das refeições rápidas compradas prontas

Eu estava fazendo compras em um supermercado quando uma consumidora chamou minha atenção. Era uma jovem mulher acompanhada de sua filha de mais ou menos cinco anos.

O que despertou meu interesse foi o fato de a mãe dialogar com a filha o tempo todo. Falavam sobre as compras, a filha fazia perguntas e a mãe respondia de bom grado e com uma linguagem bem adequada para a criança. Todas as respostas fornecidas pela mãe continham informações corretas, mas eram adaptadas ao universo da criança dessa idade.

Não é mais tão comum assim vermos pais e filhos conversarem quando fazem um passeio juntos ou compras, como era o caso.

Quase toda a comunicação que vejo nessas situações se restringe a ordens, proibições, reclamações e pedidos.

A partir daquele momento eu me esqueci da tarefa que precisava realizar e passei a acompanhar tanto as compras quanto os diálogos travados entre mãe e filha.

Com toda a atenção voltada para as duas, notei que a cada alimento comprado a mãe repetia a mesma frase: “Esse vamos levar porque é saudável”.

Como a garota não perguntou o significado dessa palavra, presumi que “saudável” já fazia parte de seu cotidiano.

Meu passeio estava delicioso, mas chegou um momento em que ele se transformou em uma maravilha. Foi quando a garota pediu à mãe que ela comprasse um pacote de biscoitos -o que foi de pronto negado.
Sem expressar nenhuma reação mais forte perante uma vontade sua que não seria satisfeita, a menina perguntou: “Esse nós não vamos comprar porque ele é doente?”.

Pronto: depois de ouvir isso eu já podia seguir com minhas compras, e fiz isso. Mas é claro que a cena que eu testemunhara me faria pensar.

Lembrei-me logo de uma notícia que lera no mesmo dia segundo a qual quase metade da população brasileira apresenta excesso de peso. Essa notícia, fruto de uma pesquisa realizada no país todo, teve grande repercussão e muitos especialistas -médicos e nutricionistas, em especial- foram convocados a opinar e a orientar a população a respeito da boa alimentação, ou melhor, da alimentação saudável.
Dias depois, recebi a mensagem de uma leitora que, preocupada com a obesidade infantil, me perguntava se não seria interessante que as escolas adotassem em sua prática uma disciplina chamada educação alimentar.

Qual educação alimentar temos praticado com as crianças e os jovens? A educação do chamado “fast food”, ou seja, refeições rápidas, compradas prontas ou ingeridas em lanchonetes, por exemplo. Observar as lancheiras das crianças nas escolas nos permite essa constatação: algumas levam lanches caseiros, mas uma grande parte leva merendas industrializadas. Ou “doentes”, como diria a garota de cinco anos que encontrei no supermercado.

Creio que todos que têm filhos devem se lembrar de uma refeição simples, mas muito gostosa, feita por mãe, avó, tia, pai ou todos juntos. Não era preciso ter preocupação se o alimento era ou não saudável: o fato de a refeição ter sido feita em casa, com afeto, já era um sinal de que só poderia fazer bem. Fazia. E, além de tudo, era muito gostosa.

Mas parece que o estilo de vida que adotamos não mais comporta mãe fazendo comida para os filhos, lanche para levar à escola, bolo para a festa de aniversário etc. Se há quem faça, por que deveríamos fazer?

O resultado disso é que quem responde pela tal da educação alimentar dos mais novos é o mercado do consumo. O excesso de peso, inclusive de crianças, é fruto desse fato.

Poderíamos fazer uma campanha pela alimentação gostosa, em todos os sentidos. Lancheiras amorosas, por favor! As crianças agradecem.

ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de “Como Educar Meu Filho?” (Publifolha)


Filed under: alimentação,crianças,educação,saúde — ciadasmaes @ 2:30

o governo roubou o útero delas

O ditador do Uzbequistão está forçando médicos a removerem os úteros de mulheres sem o conhecimento ou consentimento delas para promover o “controle de natalidade” em todo o país. É um crime perverso e sangrento contra as mulheres orquestrado por um homem poderoso e abominável. Chegou a hora de acabar com isso.

Islam Karimov é um dos piores ditadores do mundo e até mesmo já cozinhou ativistas da oposição vivos. Mesmo assim, ele é financiado com milhões de dólares pelo governo dos EUA, que lhe pagam pelo transporte de tropas militares através do Uzbequistão. Essa última rodada de brutalidade, dessa vez contra as mulheres de seu país, trouxe à tona, numa escala global, as atrocidades desse monstro. Vamos usar esse momento terrível para persuadir seu maior financiador e dar um fim em Karimov.

A Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pode restabelecer sanções militares e pressionar os EUA e outros poderes a apoiá-la. Ela já condenou publicamente Karimov por abusos de direitos humanos e esse mais novo recente ataque às mulheres — um assunto que lhe é caro — somente torna a situação mais grave. Assine a petição exigindo que Hillary acabe com o reinado de Karimov e pare o ataque brutal às mulheres.

Ativistas estimam que dezenas ou mesmo centenas de milhares de mulheres foram esterelizadas em segredo quando estavam no hospital para procedimentos de rotina ou para dar a luz — acordando da mesa de cirurgia sem ter ideia de que seus úteros tinham acabado de serem removidos. Uma ginecologista uzbeque admitiu, “A todo médico é dito… quantas mulheres ele deve esterelizar… minha cota é de quatro mulheres por mês”. O uso de prisões arbitrárias e de tortura é tão generalizado que as mulheres não se manifestam por medo de represálias, e jornalistas estrangeiros e ativistas de direitos humanos são frequentemente expulsos do país.

Não tem que ser assim — os EUA podem ser duros com Karimov, que depende do constante fluxo de recursos que transitam para o Afeganistão para financiar seu estilo de vida pródigo. O show de horrores de direitos humanos no Uzbequistão sumiu dos radares por anos — mas temos uma chance real de acabar com o silêncio agora, usando a reportagem explosiva da BBC que entra em detalhes sobre as esterilizações forçadas e apoiando as corajosas mulheres uzbeques que ousaram contar suas histórias diante da opressão colossal.

Mais informações:

Investigação da BBC revela programa de esterilização de mulheres no Uzbequistão (BBC)

Karimov um dos piores ditadores do mundo (em inglês)

Política secreta de esterilização de mulheres no Uzbequistão (BBC) (em inglês)

Ativistas cozinhados vivos (The Guardian) (em inglês)

Hillary Clinton comprometida com os direitos das mulheres (Washington Post) (em inglês)

Repressão à ativistas do Uzbequistão se alarga (Human Rights Watch) (em inglês)

EUA suspende banimento de assistência militar ao Uzbequistão (em inglês)


Filed under: mulheres — ciadasmaes @ 2:19

o 171 da cesárea desnecessária pré-feriadão

as 12 maneiras mais frequentes de enganar a mulherada:
(por Ana Cris Duarte, obstetriz e educadora perinatal*)

Cesárea 171-1: Cordão enrolado
A verdade: quase um terço dos bebês nasce com circular de cordão. Mas a gelatina que recheia o cordão ajuda a impedir que os vasos se fechem. Além disso o bebê não respira dentro do útero!

Cesárea 171-2: Pressão Alta
A verdade: A hipertensão é um problema grave, mas nos casos em que ela foge ao controle pode ser necessário induzir o parto normal.

Cesárea 171-3: Bacia Estreita
A verdade: Impossível saber o tamanho da bacia por dentro e os ossos da cabeça do bebê são soltos e se sobrepõem para passar pela bacia materna.

Cesárea 171-4: Bebê Grande
A verdade: Impossível saber o peso do bebê pelo ultrasom e os ossos da cabeça do bebê são soltos e se sobrepõem para passar pela bacia materna.

Cesárea 171-5: Passou do Tempo
A verdade: A gravidez humana normal vai até 42 semanas. Passado o prazo considerado seguro, pode ser necessário induzir o parto normal.

Cesárea 171-6: Parto Prematuro 
A verdade: Bebês prematuros nascem em melhores condições se for por parto normal.

Cesárea 171-7: Diabetes Gestacional
A verdade: É uma condição em geral controlada com dieta, exercícios e medicamentos, e não tem qualquer relação com a via de parto. Nenhuma!

Cesárea 171-8: Bebê fez cocô (mecônio)
A verdade: O mecônio não é um problema, a não ser nos casos em que os batimentos cardíacos do bebê estão insatisfatórios, evidenciando sofrimento fetal. Mesmo assim a indicação é o sofrimento fetal, não o mecônio.

Cesárea 171-9: A bolsa rompeu e não teve contração
A verdade: É só aguardar 24 horas e se não entrar em trabalho de parto, induzir. A indução pode levar até 48 horas para “engatar”.
Antibióticos podem prevenir infecção. Fácil convencer o G.O. a esperar 72 horas, não é mesmo?

Cesárea 171-10: Não teve dilatação
A verdade: Todas as mulheres dilatam se aguardar a fase ativa do trabalho de parto.

Cesárea 171-11: Não entrou em trabalho de parto
A verdade: Se não for colocada numa mesa cirúrgica, toda mulher entra em trabalho de parto.

Cesárea 171-12: Na consulta de pré natal o colo do útero está fechado
A verdade: O colo do útero em geral fica fechado. O que faz ele abrir são as contrações de trabalho de parto.

Cesárea 171-13: Pouco líquido
A verdade: A diminuição do líquido amniótico é normal e esperada no final da gestação. No caso de diminuição acentuada, pode ser necessário induizir o parto normal, o que pode levar até 48 horas. Fácil convencer o G.O. a esperar 72 horas, não é mesmo?

*a Ana Cris é uma das fundadoras e diretoras do GAMA – grupo de apoio à maternidade ativa. para saber mais sobre o trabalho do grupo e muitas outras informações importantes sobre gestação, parto, amamentação e maternagem, visite o site.


Filed under: gravidez,parto,saúde — ciadasmaes @ 1:59

19 de abril de 2012

maternidade ontem e hoje

o IMW – international museum of women é um inovador museu virtual que tem como missão inspirar criatividade, conhecimento e ações ligadas a importantes assuntos femininos ao redor do mundo. é um museu sem paredes que organiza exposições multimídia online  e instalações e eventos físicos temporários. muito bacana!

mais bacana ainda é a exposição Mama – motherhood around the globe que tem como destaque a galeria mama then and now, onde experiências de mães, avós e filhas são colocadas lado e lado, explicitando mudanças profundas de geração para geração, mostrando – social, cultural e historicamente - diferentes visões da figura materna.

vale a pena explorar tudo e, principalmente, assistir ao vídeo mama’s voices (abaixo), com mulheres contemporâneas do mundo falando sobre como para elas a maternidade mudou em comparação com as gerações anteriores.


Filed under: inspiração,mode de vida,mulheres,reflexões — ciadasmaes @ 0:41

10 de abril de 2012

[publi] álbum de fotos é tudo de bom!

depois de conhecer o livro do bebê, descobrimos outra super solução para organizar as fotos da família: o fotolivro, ideal para quem, como nós, acha que curtir um álbum de fotos é muito mais do que abrir o computador para “visualizar imagens”.

curtir um álbum de fotos é pausar o presente para viajar no passado. é sentar sozinho ou acompanhado de gente querida pra viajar no tempo e relembrar momentos importantes da vida. é apresentar nossa história, nossa intimidade, para alguém. é reviver emoções através de imagens escolhidas a dedo e organizadas com a intenção de serem revisitadas e curtidas depois. isso é totalmente diferente de abrir o computador para visualizar as fotos que “descarregamos” na pasta de “imagens” na conhecida pressa de todos os dias.

fazer um álbum de fotos também não é a mesma coisa que “descarregar” e “arquivar” as fotos numa pasta nomeada com uma palavra-chave e uma data para facilitar a localização. fazer um álbum de fotos é como fazer um filme: a gente conta uma história através das imagens e cria uma narrativa especial para o momento da recordação ficar mais gostoso.

sim, somos românticas, mas também modernas! usamos fotolivro porque sua tecnologia nos permite montar álbuns customizados online e solicitar a impressão pelo site. é fácil, bacana e barato pelo benefício que devolve!

caminho das pedras: o site fotoregistro oferece duas maneiras de fazer seu fotolivro, online ou pelo software d-book (download gratuito aqui). ambas oferecem opções de customização do álbum (cores e temas de fundo, enfeites, comentários sobre as fotos, bordas, posição da foto etc) e possibilidade de alterar o tamanho das fotos dentro das páginas.

até dia 15/04 tá rolando uma promoção de 25%OFF e a impressão do fotolivro grande está saindo pelo preço do fotolivro menor, confira!

para entender melhor o processo, veja o passo-a-passo da criação até a impressão do fotolivro:

abaixo tem um vídeo-tutorial da criação do álbum e tem outro aqui:


Filed under: dicas,diversos,internet,promoções,publieditoriais — ciadasmaes @ 15:45

Older Posts »