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3 de fevereiro de 2012

promoção! “meu trabalho é um parto” está de volta, com 50% de desconto para leitoras ciadasmães!

depois de uma temporada de sucesso em 2011, a peça “meu trabalho é um parto” retorna aos palcos de São Paulo e oferece 50% de desconto para leitoras da ciadasmães que comentarem neste post!*

monólogo cômico escrito e interpretado por Veridiana Toledo, a peça apresenta 12 diferentes personagens, caricaturas de grávidas de todos os tipos: da grávida enxaqueca, da casta à tarada, da grávida-Fusca à ultra-sensível, que chora compulsivamente, seja pela entrega de pizza errada ou pelos pobres da Etiópia, sem esquecer da executiva grávida, com sérios e imprevisíveis problemas gastrointestinais em meio às mais importantes reuniões de negócios.

A ideia original é da atriz Heloisa Cintra. Veridiana adaptou a ideia da amiga, que participa da peça como diretora, ao lado de Marcelo Galdino.

a inspiração para a construção das histórias e das personagens – olha que bacana! – veio da internet, de depoimentos de grávidas e ex-grávidas que veridiana toledo coletou em mídias sociais como blogs maternos e comunidades de mães no Facebook.

no roteiro, “parir” assume o sentido de “estrear um espetáculo”: requer ensaio, paixão, espera e entrega. entre risos e revelações, “Meu Trabalho é um Parto” convida os espectadores a refletirem sobre a maior das estreias, a da vida. vale a pena conferir!

quando: de 25 de fevereiro a 17 de março, sempre aos sábados, às 18h.

onde: teatro renaissance – alameda Santos, 2233, Jardins, São Paulo / tel.: 11 4003-1212

quanto custa: R$ 50,00 / para leitoras ciadasmães: R$ 25,00

 

* para ganhar o desconto, basta deixar nome completo + contato nos comentários do post e se apresentar na bilheteria do teatro no dia da peça mencionando a ciadasmães. promoção válida até 17 de março!


Filed under: promoções — ciadasmaes @ 0:23

26 de janeiro de 2012

ciadasmães é uma das 10 melhores startups do brasil

Temos o maior orgulho de anunciar que somos finalistas do Prêmio IG Startups 2011 e estamos entre as 10 melhores startups do Brasil! Vivaaa!

Concorremos com 246 projetos empreendedores de todo o Brasil e passamos pela avaliação de um time super competente de especialistas em tecnologia e negócios ligados às instituições mais renomadas do país como Endeavor, Anjos do Brasil, Brasil Innovators, IG, Startup Farm, FGV, IG Startups, IdeasnetAtomico Ventures, OI, Bossa Nova Invest, Aceleradora, Trindade Investimentos, InnoveurCircuito Startup, Fundo Criatec e Jacard Investimentos. Conheça as outras startups classificadas aqui.

O Prêmio iG Startups 2011 é um concurso cultural que nasceu para estimular a cultura empreendedora, apoiar projetos inovadores no Brasil e divulgar os melhores produtos e serviços do momento nas áreas de web e tecnologia, com foco em plataformas, sites, blogs e conteúdo digital ou aplicativos, widgets e plugins, envolvendo ou não e-commerce e social commerce, voltado ao usuário final e que possa ser distribuído pelos canais do iG.

O projeto vencedor receberá um convite para ser parceiro do iG, com direito a pacote de benefícios que inclui consultoria nas áreas de tecnologia, SEO, interface e usabilidade, plano de negócios e campanha de publicidade. O vencedor também terá direito a um pacote de divulgação e visibilidade no iG, além de assessoria de imprensa. Os demais finalistas também serão premiados com hospedagem gratuita e publicidade no iG, além de troféu.

Você pode nos ajudar a ganhar o prêmio! Topa?

Basta participar de uma ou de todas as ações de repercussão da notícia:

- deixe um comentário de apoio aqui no post;

-  responda a enquete abaixo sobre o que mais gosta na ciadasmães;

- curta nossa fanpage do facebook, curta e compartilhe o post;

- siga nossa página no twitter e retuíte os posts pedindo para espalhar.

Não existe júri popular, mas uma boa torcida pode mostrar a força da rede materna na internet e ajudar o único ligado à maternidade/filhos a vencer o concurso. assim, através deste prêmio todas as mães serão premiadas!

Com o prêmio poderemos ampliar nosso mix de produtos bacanas, serviços inéditos e conteúdos exclusivos, poderemos fechar parcerias para sermos cada vez mais um canal multiplataforma (web, mobile, tablets, tv digital, rádio, eventos etc) e conquistaremos mais espaço e valor social para as mães brasileiras.

Participe da campanha e torça pela ciadasmães nesta terça-feira, 31/01, quando será divulgado o resultado.


do que você mais gosta na ciadasmães? (marque até 3 opções)

veja os resultados


Filed under: ciadasmães,diversos,enquetes — ciadasmaes @ 19:16

24 de janeiro de 2012

pequenos grandes consumidores

(publicado originalmente em 12/01 no blog educar é “a” questão”)

A repórter entrevista uma senhora que foi com a filha à papelaria para comprar o material escolar. “Não venho mais com ela”, diz a mãe exausta. Uma outra mãe revela sua decisão: “Não vou mais com as crianças ao supermercado”.

O marketing é cada vez mais dirigido a esses pequenos que absorvem rapidamente as mensagens e passam a solicitar dos adultos o que lhes é bombardeado pelos meios de comunicação. Até bancos fazem publicidade com bichinhos barrigudinhos e fofinhos. Frequentemente as crianças são mais bem informadas sobre os recentes lançamentos anunciados na televisão ou na internet do que seus pais.

Elas pedem e querem escolher quase tudo que a família consome, desde roupas, alimentos, filmes, carros, restaurante, viagem, até material de limpeza! O que dirá então na hora de escolher os objetos usados na escola… Há sempre um ‘must’ do momento. Lamentavelmente, a competição entre colegas reproduz os desejos mercadológicos baseada na seguinte ‘verdade’: é melhor quem possui o melhor!

Os adultos ficam cansados e tornam-se os ‘vilões’ quando procuram não ceder. Políticas públicas deveriam auxiliar essa tarefa limitando as investidas do mercado, mas ainda temos muito a caminhar socialmente para que isso aconteça. Como explicar para essas cabecinhas imaturas que elas estão sendo manipuladas? Para elas não vale analisar outros aspectos como equilibrio financeiro, preservação ambiental, desperdício, propaganda enganosa.

Nesse momento de compras de material escolar, pais, professores e escolas têm uma boa oportunidade para socorrer as crianças e tirá-las desse lugar de portavozes da sociedade de consumo, a Grande Ditadora de desejos. É produtivo para a criança ser valorizada pelo que ela é para seu grupo social, por sua maneira de participar e contribuir, ajudando-a a retirar o foco do que ela tem, que apenas estimula sua dependência.

Os educadores podem e devem lutar com mais vigor para combater o ‘possua para ser feliz’ que o marketing alardeia!


Filed under: diversos — ciadasmaes @ 16:55

17 de janeiro de 2012

férias X rotina dos bebês X volta às aulas

durante as férias, é bem natural que os pais dêem uma (merecida) relaxada em relação à rotina das crianças, aos horários e hábitos que estão acostumados a seguir no dia-a-dia. principalmente em viagens, a gente acaba liberando geral, substituindo almoço por lanchinhos pra depois fazer uma única super refeição no dia (os “almo-janta” oficiais das férias na praia), flexibilizando horários de sono, ignorando a hora da soneca etc.

abrir mão da rotina das crianças durante alguns dias ou semanas é gostoso, faz a gente entrar de verdade num clima de descanso, de relax, e é até um jeito legal de mostrar pra elas a importância de se ter alguma rotina, exatamente pra poder quebrá-la de vez em quando e ter prazer com isso… depois as coisas vão se acertando e tudo volta a funcionar normalmente quando acaba a viagem, quando voltam as aulas.

mas com bebês as coisas não rolam da mesma forma, né? os menorzinhos ainda precisam muito de sua rotina de alimentação e, principalmente, de sono para manterem um desenvolvimento saudável e uma boa disposição.

claro que cada bebê tem seu ritmo: alguns seguem precisando fazer sonecas diurnas por mais tempo, outros abandonam a soneca naturalmente e passam a dormir suas horas necessárias de sono somente durante a noite…

mas é bom os pais ficarem ligados ao passarem por situações que possam impedir o bebê de fazer sua(s) soneca(s) diurna(s) de costume e principalmente neste período de matrículas e pré volta às aulas, quando vão escolher o horário em que os pequenininhos vão frequentar a escola.

(foto: Jacobim Mugatu)

uma pesquisa recente da universidade do Colorado, EUA, sobre os efeitos causados pela privação do sono em crianças de 2 e meio a 3 anos, mostrou que a falta de apenas uma soneca diária  pode provocar mais ansiedade, menos alegria, interesse e compreensão para resolver problemas. os resultados da pesquisa indicaram que sono insuficiente altera as expressões faciais de crianças – eventos emocionantes são respondidos de forma menos positiva e eventos frustrantes são respondidos mais negativamente.

assim como uma boa alimentação, o sono adequado é uma necessidade básica que dá às crianças as melhores condições para aproveitar o que é mais importante e as coisas que experimentam a cada dia.

crianças que perdem ao menos um cochilo por dia não conseguem lidar suficientemente bem com os seus complexos mundos sociais.

outra observação do estudo foi também em relação a crianças que frequentam berçários e escolas. quando dormem em ambientes de creche e/ou sala de aula podem não ser capazes de se envolver com os outros e de se beneficiar com interações positivas. o engajamento cognitivo diminui, as habilidades de enfrentamento diminuem e a criança pode ser mais propensa a acessos de raiva e frustração, o que afeta o modo como outras crianças e adultos interagem com ela, inclusive no ambiente doméstico, afetando a relação pais-filho e a qualidade de vida da criança.

mas nem por isso os pais de bebês mais novos precisam abrir mão das férias, das viagens, do descanso… se a família curte viajar e se o bebê for acostumado a viajar desde cedo, tudo fica mais fácil, para ele e para os pais, que logo se acostumam a carregar um pequeno arsenal de comidinhas e frutas, trocas de roupa e de fralda, a garantir que o bebê tenha condições confortáveis de tirar suas sonecas de costume nos locais onde a família estará. ah! bebês que mamam no peito levam vantagem, já que, se acontecer de não ter comida no horário habitual da refeição, poderão fazer uma bela mamada substituta e, provavelmente, pegarão no sono mais fácil em qualquer lugar, tendo o peito e o colo da mãe sempre disponíveis…

e no caso dos bebês que precisam ir à escolinha ou ao berçário desde muito cedo, é importante escolher o horário do dia em que a criança passa mais tempo acordada. se for período integral, é legal observar as condições que o local oferece para que a criança possa fazer suas sonecas normalmente enquanto estiver na escola.

e você, como faz com a rotina dos pequenos nas férias?

veja os resultados


Filed under: crianças,cuidados com bebês,férias,saúde — ciadasmaes @ 13:03

11 de janeiro de 2012

gostinho de verão e de infância

quem lembra de sorvete de ameixa? ele meio que sumiu das prateleiras dos supermercados, mas ainda habita as recordações de muita gente…

pra relembrar esse gostinho de infância e de verão, raramente preservado no cardápio de algumas poucas sorveterias, aqui vai uma receita muito fácil desta delícia, que ainda por cima é uma opção saudável para os dias de calor e pode ser preparada com a ajuda das crianças!

sorvete de ameixa preta

- 1 lata de creme de leite

- a mesma medida (ou um pouco mais) de ameixas pretas sem caroço

- 1/2 lata de leite condensado

- a mesma medida de leite integral

bater tudo no liquidificador, colocar no freezer por algumas horas e… pronto!

se quiser uma receita mais saudável e natural, dê preferência a ingredientes frescos, caseiros, orgânicos e/ou com o mínimo de itens industrializados possível.

experimente e bom apetite!

(ah! e lembre-se de que ameixa pode soltar o intestino, então não é bom deixar as crianças exagerarem na dose, né?)

obs.: um agradecimento especial à amiga Cynara Menezes que compartilhou esta receita!


Filed under: alimentação,dicas,férias — ciadasmaes @ 12:06

21 de dezembro de 2011

para fechar 2011, resolvemos refletir sobre o que nós, mães, estamos vivendo, como estamos pensando e agindo, para onde estamos indo, quais os caminhos que se desenham para o futuro… e convidamos você a pensar junto com a gente!

vivemos tempos difíceis, em que a maternidade meio que perdeu seu valor social. mas os últimos anos têm mostrado que muitas mulheres estão ressignificando a maternidade a partir de seus próprios anseios, medos, erros e acertos históricos, inserindo-a, inclusive, no debate social e político dos nossos tempos.

este ano marcamos presença em manifestações públicas importantes, que ganharam a mídia e as redes sociais, levantando debates maternos na sociedade. apoiamos o protesto no MASP, para impedir o fechamento do curso de obstetrícia da USP, e os mamaços, que reivindicaram o direito à amamentação em público.

sabemos que o impacto do progresso científico e da medicina sobre a humanidade trouxe enormes vantagens no sentido do bem-estar, da saúde e do prolongamento da vida, mas também promoveu nosso distanciamento de experiências genuinamente femininas. Vem daí a força da nossa reação no sentido de retomar nosso protagonismo na condução dessas experiências e na conquista de espaços sociais mais valorizados para a maternidade.

a gestação e o parto se transformaram em eventos médicos, os cuidados e a educação dos filhos viraram conhecimento especializado, passaram das mãos das mulheres para as dos pediatras e educadores. o mesmo aconteceu com a amamentação e a alimentação natural e caseira das crianças, que vêm sendo substituída mais e mais por produtos industrializados. e a gente, onde fica? aonde vai?

nossas bisavós e avós eram donas de casa, criaram filhos, criaram maridos, muitas foram escravas dos desejos alheios, viveram presas, sem expressão de desejos individuais. indignada, a geração seguinte veio reivindicar liberdade, quebrou regras, ganhou independência e o mercado de trabalho. hoje, a mulher tem jornada tripla, trabalha, ganha dinheiro, às vezes é bem sucedida, criativa e independente… mas a grande maioria simplesmente não suporta mais a ideia de ficar em casa para criar os filhos.

viramos mães, queremos e precisamos voltar a trabalhar, a ser o que éramos antes, reconhecidas e incentivadas pela sociedade, mas quando voltamos ao mercado, parece que algo fica faltando, o coração fica apertado, ficamos divididas… o que fazer? ficar com os filhos ou trabalhar fora? sabemos que as perguntas e respostas são muitas.

essas são apenas algumas das questões complexas que fizeram movimentos femininos organizarem-se, principalmente a partir da internet, configurando um “ativismo” calcado em poderosas motivações pessoais. no Brasil, cunhou-se o termo “maternidade ativa” para defender que as mulheres devem tomar para si as decisões relativas ao universo da maternidade: seus corpos, os cuidados com a saúde, o desenvolvimento dos seus filhos no momento de gerar, gestar, parir, amamentar, cuidar e educar.

é um o movimento que valoriza conhecimentos tradicionais, se apoia em evidências científicas sobre os assuntos que questiona, dá voz às experiências vividas por mulheres e fomenta o resgate da consciência feminina sobre a sua capacidade de protagonizar, usufruir e fruir destes momentos como atos naturais, fisiológicos e humanos.

houve um tempo em que defender estas ideias, seja no parto, na amamentação, na criação dos filhos, era ser “bicho grilo”, “hippie conectada com a mãe terra”, “natureba”. mas as evidências científicas publicadas com cada vez mais frequência (confira no final do post uma lista com alguns artigos bacanas publicados durante este ano, no nosso blog e em outros veículos) e a repercussão cada vez maior destas ideias na internet (que se confirma como um instrumento revolucionário de transformação também das questões feministas) têm feito com que cada vez mais mulheres entrem em contato, se identifiquem e multipliquem tais ideias. o que antes era visto como “coisa de gente alternativa”, cada vez mais se mostra como um “novo caminho”, não só possível, como “recomendável” pela ciência.

o parto natural, a amamentação prolongada, a cama compartilhada, o attachment parenting, o “não à palmada”, a educação construtivista (baseada em experiências e significações individuais) não são tendências novas, mas estão se popularizando e ganhando cada vez mais embasamento científico, o que as coloca em destaque nos assuntos relativos à maternidade e educação de filhos.

estamos cada vez mais “armadas” de informação pra defender ideias que antes eram exclusivas de alguns nichos estigmatizados da sociedade. assim, podemos, hoje, fazer opções mais embasadas, conseguindo pesar, numa balança mais realista, prós e contras de cada uma dessas opções.

o que fica mais evidente ao observarmos os últimos movimentos desta “maternidade ativa” é que ela vem sendo definida essencialmente por mulheres questionadoras. mulheres que, como você, como nós, não se contentam em ouvir o senso comum. modernas ou não, conservadoras ou não, que trabalham fora ou não, seguindo ou não alguma linha de alimentação ou de medicina alternativa (homeopática, antroposófica, o que seja), nós queremos, precisamos, desejamos e buscamos uma forma própria de maternar. somos mulheres de todos os tipos, com mil diferenças, mas temos algo em comum: queremos ser protagonistas na vivência da nossa maternidade e, por isso, questionamos sempre, nossas opções e nossas escolhas.

tomamos decisões conscientes, baseadas tanto em informações externas (livros, artigos, especialistas, médicos, evidências científicas, experiências e opiniões de outras mães etc.), quanto em nossos próprios sentimentos, instintos, intuições e crenças. não nos apoiamos só na ciência, só na religião ou só na intuição: queremos conhecer todas as informações possíveis, testar hipóteses, sentir e significar nossas próprias verdades porque sabemos que não existe uma verdade pronta, pura e imparcial. tudo é relativo ao sujeito que a significa.

tentamos encontrar nossos próprios caminhos, juntando uma coisa daqui com outra dali, balanceando os ‘yins’ e ‘yangs’, filtrando o bombardeio de informações (tanto da mídia tradicional quanto da mídia alternativa, do ativismo digital, dos grupos de mães, dos médicos, da igreja etc.), procurando ouvir nossas vozes interiores, sabendo vivenciar o bom e o ruim com a mesma intensidade, experimentando, questionando, testando hipóteses, errando, acertando e criando assim nossa própria maneira de maternar, 100% livre de obrigações e padrões.

nós somos o futuro e estamos conseguindo, pouco a pouco, construir um mundo mais bacana não só para os nossos filhos, mas para as próximas mães do mundo. queremos mais valor social para as questões maternas, mais liberdade para decidir como, quando e onde gerar, gestar, parir, amamentar, cuidar e educar nossos filhos.

estamos conseguindo, vamos conseguir! we can do it!

obrigada por nos acompanhar e um feliz 2012 para você e toda a sua linda família!

com amor,

dani, helô, kátia e roberta

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algumas publicações de 2011

- maternidade no currículo

- parto normal após cesárea? sim, podemos.

- parto domiciliar: evidências X falsos paradigmas

- parto normal X cesárea

- um tapinha não dói? e (muitas) outras reflexões

- ciadasmães apoia o grande mamaço nacional

- cqc anti-amamentação, vai pra pqp

- blogagem coletiva – SMAM 2011 (semana mundial de aleitamento materno)

- por uma alimentação infantil mais saudável!

- cesárea por quê?

- o sono do bebê sem fórmula mágica

- attachment parenting e o sono dos bebês

- a (boa) onda dos coletores menstruais

- posições para o parto: a escolha é sua

- Aguardar 3 minutos para cortar o cordão umbilical pode evitar anemia em recém-nascidos

- Birra é tema de pesquisa norte-americana

- Dangers of “Crying it Out”

- Bebês nadam e dançam com os pais para dormir melhor



14 de dezembro de 2011

por que presenteamos?

(publicado originalmente em 02/12/11, no blog educar é ‘a’ questão)


Tereza tem um irmão um ano mais velho. Certo dia, por volta dos três anos e meio de idade, ela se aproxima da mãe e pede: ‘Mãe, você me compra um pipi?’ Bastante atrapalhada, como podemos imaginar, a mãe lhe dá uma resposta ponderada, educativa: ‘filha, você é uma menina e são os meninos que têm pipi, meninas são diferentes’. Ao que a garota retruca: ‘tudo bem, pode me dar um cor de rosa’.

Na idade de Tereza, as crianças ficam atentas a essas diferenças de gênero baseadas na percepção visual do que eles têm e a elas falta. A partir desse momento, os presentes podem adquirir um novo significado que o pedido ilustra claramente: a vontade de receber o que aparentemente está faltando, com a ilusão de que se o possuisse a vida seria maravilhosa. A força desse desejo é tal que a garotinha não leva em conta as dificuldades da realidade e resolve a questão com a idéia criativa de um pipi cor de rosa. A mãe, nessa história, é vista como quem tem o enorme poder de tornar real a façanha, o que seria absolutamente mágico!

Receber o presente muito desejado proporciona por instantes a falsa sensação de felicidade completa. Por outro lado, dar o presente produz também um prazer de caráter ilusório na pessoa que está presenteando, o poder de realizar essa felicidade no outro… Ambos vivem o que Tereza propõe à sua mãe, um delicioso momento mágico!

Entretanto, vale lembrar que os pais são modelos para seus filhos, e a premência em atender a todos os pedidos, termina por transmitir a idéia de que é insuportável não ter tudo que se quer.

Ao contrário, o sentimento de falta abre a possibilidade de outros prazeres, muda a maneira de se satisfazer. Mostrar tranquilidade em relação a isso pode ser bastante educativo.

Os adultos podem evitar as correrias deflagradas pelas listas de Natal, que transformam as pessoas em um ‘Papai Noel atarantado’ percorrendo os shoppings, oferecendo presentes ‘surpresa’ ou até deixando algo a desejar…


Filed under: crianças,educação,reflexões — ciadasmaes @ 17:17

7 de dezembro de 2011

parto normal após cesárea? sim, podemos.

publicado originalmente em 2002, na revista da associação britânica AIMS (association for improvements in the maternity services) com o título “VBAC – on whose terms?” e republicado recentemente no blog espanhol el parto es nuestro com o título “Si quieres intentar un parto vaginal después de cesárea”, o artigo abaixo (em livre tradução nossa) é fundamental para informar e preparar mulheres que já passaram por uma cesárea e pretendem parir naturalmente.

(imagem: el parto es nuestro)

VBAC – nos termos de quem?

Neste artigo, Gina Lowdon e Debbie Derrick Chippington exploram as razões para as atuais baixas taxas de VBAC e o que as mulheres podem fazer para conseguir mais pontos a seu favor.

O altamente respeitado “Guide to Effective Care in Pregnancy and Childbirth”, diz: os cuidados com uma mulher em trabalho de parto após uma cesárea anterior devem diferir muito pouco daqueles dedicados a qualquer mulher em trabalho de parto. (1)

Apesar das evidências que sustentam a segurança e a conveniência do VBAC (parto vaginal após cesárea), as mães que sofreram uma ou mais cesáreas são muitas vezes levadas a acreditar que o VBAC é uma opção arriscada e que pode se tornar perigosa, especialmente para o bebê. Esta impressão é ainda mais enfatizada pelos “protocolos hospitalares,” que ditam a “gestão” da mulher em trabalho de parto após uma cesárea anterior. Estes protocolos variam em conteúdo e flexibilidade de um hospital para outro e de um especialista para outro. as práticas das parteiras também variam.

Os protocolos para a gestão de VBAC’s geralmente incluem algumas ou todas das seguintes instruções:

• Não induzir.

• internação adiantada; as mães são frequentemente orientadas a ir para o hospital logo que o trabalho de parto começar.

• monitoração eletrônica contínua do feto.

• Colocação de gotejamento intravenoso ou, pelo menos, de cânula, de modo que um intravenoso possa ser administrado rapidamente se necessário.

• Limitação da duração da primeira fase do trabalho de parto.

• Limitação da duração da segunda fase do trabalho de parto.

Com exceção da não indução, não parece haver nenhuma evidência de que tais medidas sejam benéficas para mães ou bebês, e há fortes argumentos que indicam que tais restrições ao curso natural do trabalho de parto possam ser prejudiciais para a maioria de mães e bebês saudáveis.

Poucas mulheres percebem que essas políticas, que guiam a prática dos profissionais de maternidade, não são legalmente impostas a elas, que elas não têm nenhuma obrigação de cumpri-las. Além disso, a maioria das mulheres são levadas a acreditar que se não cumprirem tais “regras” colocarão seu bebê em risco ou podem deixar de ter assistência, se ou quando a necessidade surgir.

Na realidade, as mulheres são deixadas sem escolha real e pouco controle. “mães VBAC” geralmente são confrontadas com a perspectiva de um trabalho altamente medicalizado, realizado nos termos e para uma escala de tempo previstos pelo hospital e pela equipe médica, sem consulta ou consideração de suas necessidades como indivíduos. Estas são muitas vezes precisamente as condições que causaram uma cesárea evitável anteriormente e também as condições que algumas mães agora percebem que precisam evitar se quiserem maximizar as chances de um parto vaginal.

A mensagem de que VBAC’s são partos de ‘alto risco’ persiste fortemente. De acordo com o National Sentinel Caesarean Section Report, em algumas unidades, a apenas 8% das mães com cesárea prévia é oferecida a possibilidade de parir naturalmente. A taxa de VBAC nacional [Inglaterra, 2002] é de apenas 33% e a diferença entre as unidades de atendimento varia de 6% a 64%. (2)

as mulheres que procuram um VBAC, muitas vezes, experimentaram trabalhos de parto anteriores difíceis e altamente medicalizados, os quais elas não têm nenhum desejo de repetir. Muitas mulheres consideram que as restrições adicionais estabelecidas pelas políticas dos hospitais para a gestão de VBAC são assustadoras e muito preocupantes. elas se perguntam como encontrarão forças na mente e no corpo para se submeter a tais eventos, mas também falta informação e coragem para assumir o aparente risco de ir contra o “conselho” de profissionais de saúde.

A maioria das mulheres preferiria experimentar um parto vaginal livre de intervenções e com o apoio apropriado. No entanto, as mulheres querem o que é melhor para o bebê e é extremamente raro encontrar uma mulher preparada para passar por um parto vaginal a qualquer custo. É uma demonstração da força do desejo por um parto vaginal o que faz tantas mulheres irem adiante com o trabalho de parto, apesar das condições desfavoráveis que lhes são impostas.

Se uma mulher percebe que ela não será capaz de manter o controle durante o parto, ela pode preferir optar por um procedimento cirúrgico que será mais previsível. No mundo moderno de hoje os procedimentos cirúrgicos são frequentemente mais familiares do que os processos de nascimento vaginal natural. Muitas pessoas conhecem alguém que já tenha passado pela cirurgia sem considerá-la traumática. Mães podem, portanto, ver a cirurgia como uma provação, pela qual sentem que devem ser capazes de passar.

Além disso, as mães têm nenhuma razão para acreditar que os profissionais de saúde lhes dariam outra coisa que não o melhor em termos de informação e cuidado. Poucas mulheres estão cientes de que, se lhes for dada a informação suficiente, elas podem ser perfeitamente capazes de tomar suas próprias decisões sobre quais as medidas adequadas e aceitáveis, quais as inúteis ou sem benéfico, e, assim, serem capazes de manter um grau de controle com o qual se sintam são confortáveis .

Mulheres informadas são capazes de parir com confiança se forem livres para fazê-lo em seus próprios termos, e podem conseguir uma experiência positiva de parto vaginal, ou então mudar para uma cesariana antes do trabalho de parto se tornar um teste terrivelmente desagradável de resistência.

Indução

Alguns médicos continuam a induzir partos de mães com cesárea prévia rotineiramente, apesar dos riscos adicionais. as cápsulas de gel de prostaglandina entraram em uso generalizado no final de 1980 e as preocupações têm sido cada vez maiores sobre o efeito que podem ter sobre o tecido da cicatriz uterina de mulheres suscetíveis. Artigos anteriores deste Journal (ver AIMS Journal, Outono de 2001) têm lidado com as sérias preocupações relativas ao uso de misoprostol em cápsulas de gel especial e prostaglandina em geral. Há certamente evidências suficientes para sugerir agora que a indução de rotina de VBAC’s deve ser evitada e, quando é necessária, ela deve ser conduzida com muito cuidado.

“Mães VBAC” que vão a termo estão, portanto, numa posição difícil e muitas vezes sob pressão para aceitarem uma cesárea eletiva. Elas ouvem histórias assustadoras de placentas que começam a falhar com 42 semanas, e de bebês que crescem tanto que a tensão sobre a cicatriz certamente resultará em uma ruptura.

Embora haja evidências de que a redução do número de mulheres que vão a mais de 42 semanas de gestação pode melhorar os resultados, os riscos envolvidos na gravidez pós-termo são muito pequenos. a data máxima prevista para o parto também pode variar muito, dependendo de qual método de cálculo for utilizado.

Não há nenhuma evidência que sustente o medo de que bebês maiores sejam mais propensos a provocar ruptura da cicatriz cesariana, e na verdade muitas gestações gemelares também resultam em VBAC’s de sucesso. “mães VBAC” dão à luz bebês muito grandes e saudáveis, alguns dos quais após partos cesarianos de irmãos muito menores. o não progresso do trabalho de parto e o sofrimento fetal raramente são evidências de pélvis pequena ou incapacidade da mãe para parir de forma eficaz – é muito mais provável que sejam causados por apoio insuficiente e excesso de medicalização.

normalmente, Pouca ou nenhuma consideração é dada aos casos de mães que tenham passado uma gravidez saudável, que talvez tenham um longo ciclo menstrual, que muitas vezes podem ter concebido mais tarde, cujo histórico familiar possa tender à gravidez mais longa, que podem muito bem ser naturalmente destinadas a ter uma gravidez mais longa, cujo bebê está ativo e saudável e simplesmente não completamente pronto para nascer ainda.

se uma mãe está confiante de que está tudo indo bem com seu bebê, ela pode preferir evitar os riscos da indução ou da cesárea eletiva, preferindo deixar a natureza seguir seu curso sem entraves. O ônus não deve ser sobre a mãe, de recusar intervenções médicas de rotina, deve ser sobre os profissionais de saúde ao convencerem uma mãe de que qualquer intervenção é necessária ou vantajosa no seu caso particular.

internação adiantada

“mães VBAC” são frequentemente aconselhadas a irem ao hospital logo que entram em trabalho de parto. A justificativa para tal conselho é a de que a cicatriz uterina pode romper – deixando algumas mães aterrorizadas com a primeira contração!

A taxa mais frequentemente citada de ruptura da cicatriz cesariana é de 0,5%, ou uma em 200 trabalhos VBAC, a grande maioria das quais são benignas (não causando problemas para a mãe ou o bebê). Complicações graves de ruptura da cicatriz cesariana são muito raras.

Todas as gravidezes apresentam riscos. problemas sérios, potencialmente fatais, podem surgir durante o trabalho de qualquer mulher. Por exemplo, prolapso do cordão umbilical tem sido estimado em 1% (3), o dobro da incidência de ruptura da cicatriz cesariana, mas a este perigo potencial não é dado a mesma importância que é dada ao menor risco de ruptura grave da cicatriz cesariana. Na verdade, muitas mulheres grávidas passam uma gravidez inteira sem que ele seja nenhuma vez ser mencionado. Parece odioso destacar um risco adicional muito pequeno da ruptura uterina como tática assustadora, e devemos questionar as razões disso.

Uma mãe saudável que não tem preocupações com o bem-estar imediato de seu bebê pode preferir passar a parte inicial do trabalho de parto em casa, esperando até que o processo esteja bem estabelecido e ela sinta que chegou o tempo certo de ir para o hospital.

Contrariamente à crença comum, o nascimento em casa é uma opção para as “mães VBAC” e há muitas mulheres que exerceram este direito, mesmo depois de duas ou mais cesarianas. Na verdade, dar à luz em casa pode ser mais seguro do que um parto hospitalar, já que é muito mais provável que o trabalho siga seu curso natural e que os riscos associados a intervenções de rotina em vários partos sejam evitados.

monitoração fetal contínua

mulheres são geralmente informadas de que o monitoramento eletrônico fetal contínuo será necessário se houver histórico de cesariana. Numerosos estudos têm mostrado que o monitoramento eletrônico fetal aumenta as taxas de cesariana e não melhora os resultados para mães ou bebês. não há sinais de que “mães VBAC” exijam qualquer monitoramento para além do que é normalmente apropriado para todas as mães.

ruptura de cicatriz cesariana com sérias consequências é uma ocorrência rara e, consequentemente, pouco se sabe sobre seus possíveis sinais de alerta. Alguns profissionais são da opinião de que o monitoramento de pulso materno é suficiente para detecção de problemas potenciais.

Os médicos são obrigados por lei a pedir o consentimento da paciente antes de qualquer forma de tratamento ou cuidado que seja administrado. Muitas vezes, particularmente quando procedimentos de “rotina” são utilizados durante o parto e nascimento, o consentimento tende a ser assumido como automático, ao invés de ser solicitado, deixando sobre a mãe o ônus de recusar qualquer procedimento.

por mais difícil que seja, as mães têm o direito de recusar os tratamentos oferecidos. Na verdade o ônus deve ser sobre o profissional de saúde, de se certificar que a mãe está informada e deu consentimento, o que significa que os possíveis efeitos colaterais e/ou riscos de qualquer tratamento devem ter ficado claros. um tratamento adequado não pode ser suspenso, por isso, se alguns minutos ou algum tempo depois uma mãe muda de ideia ou decide que as circunstâncias agora merecem a intervenção proposta, o tratamento pode continuar naquele momento.

Isso se aplica a todas as formas de tratamentos e cuidados, incluindo todas as intervenções comuns nos partos como a indução, o monitoramento eletrônico fetal, os exames vaginais, o aumento do ritmo do trabalho, ou o uso de fórceps ou ventosa. As mães têm o direito de dizer “não, obrigado”.

qualquer tratamento ou cuidado prestado na sequência de uma recusa clara ou feito sem o consentimento da mãe, constitui abuso passível de ação judicial por parte da mulher contra o profissional de saúde responsável.

colocação de gotejamento intravenoso

Algumas políticas hospitalares para gestão de VBAC incluem a implantação de um gotejamento intravenoso ou cânula, para o caso de emergência súbita. O risco de uma emergência desse tipo é muito baixo – pouco maior do que para qualquer parturiente. Na grande maioria dos casos, não seria difícil providenciar rapidamente a colocação, se necessária. as Mães podem, portanto, se desejarem, tirar suas próprias conclusões sobre se este procedimento seria útil no seu caso.

limitação da duração da primeira fase do trabalho de parto

é comum que restrições sejam colocadas sobre a duração da primeira fase do trabalho de parto. o temor é o de que um trabalho de parto prolongado provocaria uma pressão indevida sobre o útero e aumentaria o risco de ruptura da cicatriz cesariana. Não há evidências científicas para apoiar essa teoria. a duração que os hospitais “permitem” para o trabalho de parto varia muito, demonstrando que a opinião está longe de ser universal sobre esta questão.

quando combinada com uma política de internação adiantada, a restrição do tempo faz com que as”mães VBAC” estejam praticamente fadadas a falhar, já que a duração do trabalho é muitas vezes confundida com o tempo decorrido durante todo o parto.

considerando que o trabalho de parto é espontâneo e prossegue no seu próprio ritmo, não há razão para supor que modernas cicatrizes cirúrgicas não suportem um parto normal. Na verdade, há casos onde o trabalho de parto dura vários dias, seguido pelo nascimento vaginal de sucesso, com bebê saudável e útero intacto. Se é permitido à natureza tomar seu curso, os trabalhos tendem a acontecer de forma mais suave e não apresentam problemas por si só.

Quando a mãe está trabalhando bem e o bebê não dá sinais de angústia, parece absurdo transferir uma mãe ao centro cirúrgico para uma operação de emergência simplesmente porque um prazo de tempo arbitrário expirou. a condição da mãe e do bebê devem ser os indicadores primários para saber se um trabalho pode continuar com segurança, e não o número de horas batendo no relógio.

Como explicado, nenhuma forma de tratamento ou cuidado pode ser realizada sem o consentimento da mãe, incluindo uma cesariana. No entanto, é preciso coragem para recusar, quando o medo foi plantado na mente de uma mãe, com a informação de que seu útero pode se romper e seu bebê pode morrer a qualquer momento, por mais remota que esta catástrofe possa ser na realidade. Ela precisa saber que as evidências científicas dão apoio à sua própria intuição de que ela não está correndo riscos reais naquele momento.

limitação da duração da Segunda fase do Trabalho de parto

restrições também são comumente colocadas sobre a duração da segunda fase do trabalho de parto. Novamente, não há consenso de opinião e os limites variam de hospital para hospital. Alguns são tão curtos que as mães têm muito poucas chances de um “desempenho adequado”.

Uma porcentagem muito elevada de trabalhos VBAC que resultam em um parto vaginal são via fórceps ou ventosa. Os médicos ficam muitas vezes tão estressados com o que vêem como os perigos potenciais de um VBAC que muitos não têm confiança para permitir que a mãe trabalhe em seu próprio tempo. Eles querem que o nascimento seja concluído o mais rápido possível, para chegar ao ponto onde o aparente fantasma já tenha passado.

muitas vezes, a fase de transição, que precede a segunda fase – período de expulsão – e dura algum tempo, é totalmente esquecida, e assume-se que há expulsão ativa do bebê desde que a mulher atinge 10 centímetros de dilatação, quando, na verdade, a expulsão ativa pode nem ter começado ainda. Isso pode levar à preocupação desnecessária com a duração do parto e com a falta de progresso na segunda etapa.

restrições de tempo no comprimento da segunda fase também aumentam o risco de que mãe e bebê sejam submetidos a um parto ‘assistido’ (fórceps ou ventosa), ou de que ela seja intimidada a empurrar sem a ajuda das contrações uterinas, geralmente em uma posição onde a gravidade não está ajudando.

Para muitas mulheres, a perspectiva do uso de fórceps ou ventosa, geralmente acompanhado de grandes episiotomias, é aterrorizante. uma nova cesariana pode ser vista como o menor de dois males.

É claro que uma mulher tem o direito de recusar. Ela pode querer fazer força por mais algum tempo, ou ela pode preferir recusar a oferta de fórceps ou ventosa em favor de uma cesariana. Ela não tem que aceitar o que é oferecido. Se uma mãe recusa fórceps e/ou ventosa e um nascimento rápido é considerado necessário, então uma cesariana terá de ser oferecida em seguida – e a decisão e o controle devem permanecer com a mãe, ao invés de com a equipe médica.

Se, no entanto, a razão para que um nascimento rápido seja considerado necessário é apenas a areia da ampulheta ter se esgotado, e se mãe e bebê estão bem, há poucas justificativas para remendar o que não está quebrado.

Muitas vezes as necessidades das mulheres são ignoradas e o controle lhes é negado. Opções permanecem escondidas ou são apresentadas como inseguras ou inaceitáveis. As mulheres são frequentemente forçadas a concordar com o conselho do profissional de saúde, na crença, muitas vezes equivocada, de que este seja o único caminho seguro ou razoável.

armadas com boas informações, baseadas em evidências, as “mães VBAC” são capazes de assumir o controle do nascimento de seus bebês. Mesmo quando os eventos não progridem da maneira como se esperava, oferecendo à mãe a capacidade de permanecer no controle da situação e envolvida nas decisões tomadas, ela normalmente se sentirá forte e confiante. Isto em grande contraste com as mulheres que tantas vezes saem traumatizadas das experiências de parto infligidas por um sistema rígido de políticas dirigidas.

para dar à luz sem intervenções é preciso coragem e informação suficientes para permitir que a mãe acredite em si mesma e em seus instintos. “mães VBAC” podem e dão à luz bebês saudáveis com segurança, ​​sem muita dificuldade e sem trauma – e a chance de fazê-lo é muito maior se a mulher pode trabalhar em seus próprios termos e não nos termos estabelecidos pelos hospitais.

referências:

(1) A Guide to Effective Care in Pregnancy and Childbirth, Second Edition, Murray Enkin, Marc JNC Keirse, Mary Renfrew, and James Neilson, Oxford University Press, 1996, p293
(2) The National Sentinel Caesarean Section Audit Report, RCOG Clinical Effectiveness Support Unit, October 2001, p45
(3) Birth After Cesarean, The Medical Facts, Bruce L Flamm, MD, Simon & Schuster, 1990, p105


Filed under: gravidez,parto,saúde — ciadasmaes @ 19:24

1 de dezembro de 2011

sambebê em são paulo neste sábado!

olha que bacanas as atrações do sambebê que acontece neste sábado, dia 03/12, das 14h às 18h, no Centro Cultural Rio Verde, Vila Madalena, São Paulo:

além do show de Lu Horta, vai rolar: slingada, degustação de papinhas orgânicas, yoga, oficina de percussão corporal pra família toda e sorteio de brindes.

programe-se!


Filed under: eventos — ciadasmaes @ 15:22

30 de novembro de 2011

o que torna alguém especial para você?

essa é a pergunta da campanha #especialsim, lançada pelo projeto special kids photography brasil. o projeto nasceu nos estados unidos, no ano 2000, e chega agora à america latina com o objetivo de tornar-se uma referência no processo de inclusão das crianças com necessidades especiais. utilizando a fotografia como instrumento de inclusão social, a special kids brasil representa famílias e crianças junto à comunidade fotográfica com o objetivo de expandir as oportunidades de acesso dessas crianças à Fotografia Profissional em nível nacional.

(foto: Eduardo Guilhon)

para divulgar o projeto e sensibilizar um maior número de pessoas para esta causa, a campanha #especialsim levanta um questionamento sobre o conceito de “ser especial”, estimulando as pessoas a falarem sobre o assunto e compartilharem seus depoimentos através das redes sociais.

junto com a campanha de conscientização, também há a promoção, na qual os participantes podem enviar suas histórias sobre pessoas especiais e fotos que as representem. as histórias/fotos mais votadas na galeria da página do Facebook ganharão um ensaio fotográfico “pra lá de especial”! confira o regulamento completo da promoção aqui.

ah! além do ensaio fotográfico especial como prêmio, os vencedores da promoção também vão ganhar um vale-compras de R$150 e frete grátis aqui na loja virtual da ciadasmães!

para entender melhor a ideia:

O que torna alguém especial prá você?

É este o convite que fazemos a todos: conte a sua história!

Quais são as características que uma pessoa deve ter prá que você a considere Especial?

O que aconteceu, ou acontece todo dia que te faz marejar os olhos, engolir em seco, contar até 10 respirando profundamente enquanto isso e concluir:

ISSO! ISSO É #ESPECIALSIM !

Talvez a manha do teu filho, o sorriso da sua irmã, o agradecimento de um cliente por você ter feito SÓ a sua obrigação, ou a forma com que ele fez isso, o abraço de um amigo no dia em que isso era tudo que você precisava… CONTE A SUA HISTÓRIA!

A Antônia, mãe do Lucas e escritora do Livro: Uma Mãe Especial nos confessou o seguinte:

“… meu filho é #especialsim! Não por conta da deficiência presente nele, mas sim por todas as características de uma criança que é, que não desaparecem “embaixo” da paralisia cerebral que ele tem, e que o tornam: irmão do Victor, filho do Fábio, MEU FILHO ! “

É provável que algumas das histórias contadas envolvam uma PcD (Pessoa com Deficiência). Pelo desafio que é ser uma PcD nos dias de hoje, pelo que já foi no passado, por tudo que envolve a questão da inclusão no Brasil. Mas isso será um detalhe, um ingrediente nessa mistura gostosa que estamos propondo e, quem sabe, possamos encarar isso como INCLUSÃO.

Bem, está feito o convite. Agora é com vocês…rs… compartilhem, twittem, comentem, curtam, falem disso se acharem que vale a pena.

participe e ajude a divulgar esse projeto tão bacana!

você pode participar pelo Facebook, curtindo a fanpage, compartilhando lá o seu depoimento, mandando sua imagem, votando nas que já estão lá e convidando seus amigos pra votarem também. ou então pelo Twitter, seguindo a special kids e twittando com a tag #especialsim – vai lá!


Filed under: diversos — ciadasmaes @ 14:50

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